Vi minha alma diante de Deus

Iluminação da consciência, Addie conta como viu os pecados de sua vida e tudo mudou.

Ela sonhava em conquistar o mundo da música. Mas foi dentro de uma pequena capela que sua vida tomou um caminho completamente diferente.
Em entrevista ao canal Catholic Minute, Addie, de Guadalajara, no México, contou uma experiência que marcou sua conversão.
Batizada na Igreja Católica, estava afastada da fé e considerava-se atéia. Queria tornar-se uma cantora famosa.
Um produtor prometeu levá-la a Los Angeles e transformá-la em uma estrela. Ela deixou os estudos e o trabalho para dedicar-se à música, cantando em bares e casas noturnas.
Segundo seu relato, as promessas revelaram-se uma fraude. Deprimida e sem saber o que fazer, pediu que Deus, se realmente existisse, lhe mostrasse o caminho.
Abriu uma Bíblia guardada havia anos e encontrou a passagem que diz: de que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma.
Aquelas palavras tocaram seu coração. No dia seguinte, rompeu com o produtor.
Começou a ler a Bíblia, rezar e jejuar. Queria conhecer Jesus e compreender o que aconteceria depois da morte.
Em 2013, durante uma caminhada por volta das cinco horas da manhã, mudou seu percurso. Passou diante de uma pequena capela e sentiu-se atraída a entrar.
Sentou-se no último banco. Havia apenas uma funcionária fazendo a limpeza.
Segundo Addie, seus pensamentos e preocupações pareceram parar. Sentiu-se em um ambiente escuro e silencioso, como se estivesse diante da realidade de sua alma.
Pensou estar morrendo e diante do julgamento particular. Mais tarde, passou a chamar aquela experiência de iluminação da consciência.
A primeira coisa que percebeu foi sua fragilidade. Antes, ela tinha orgulho de sua juventude, beleza e inteligência. Agora, compreendia que dependia de Deus.
Em seguida, tomou consciência de acontecimentos concretos de seu passado: mentiras, fofocas, ofensas e conflitos familiares.
Recordou uma discussão com a mãe, durante a qual atirou uma chuteira e quebrou uma janela. Conta que compreendeu o sofrimento causado aos pais e as consequências daquele gesto.
Também percebeu como suas palavras haviam prejudicado outras pessoas. Uma fofoca podia destruir uma reputação e deixar marcas que desconhecia.
Tentou justificar-se, pensando que ninguém havia presenciado certas atitudes. Então teve a sensação de estar cercada por inúmeros olhos. Interpretou aquilo como uma percepção de que Deus conhecia seus atos, pensamentos e intenções.
As lembranças vieram como uma avalanche. Sentia um peso que não conseguia sustentar e um frio profundo, posteriormente interpretado como uma imagem de seu afastamento do amor de Deus.
Ao pensar no sacrifício de Cristo, compreendeu quanto precisava de sua misericórdia. Chorou e reconheceu a gravidade de suas escolhas. Conta que chegou a dizer que Deus era justo e que ela merecia o inferno. Era assim que se sentia, acreditando estar diante do fim da vida.
Também recordou os chamados que havia recusado. Sua madrinha convidava-a para a Igreja, para retiros e para a confissão. Segundo Addie, percebeu Jesus chamando-a por meio daqueles convites.
Conta que o percebeu chorando. Ao mesmo tempo, sentiu seu amor e desejou aproximar-se dele, mas parecia estar presa pelo peso de suas escolhas.
Queria uma segunda oportunidade.
Reconheceu pessoas que havia magoado e ocasiões em que não pediu desculpas por orgulho. Também percebeu ressentimentos e desejos de vingança que endureciam seu coração.
Compreendeu que precisava pedir perdão e aprender a perdoar.
Ao compartilhar essa reflexão, lembra que comentários cruéis nas redes sociais também podem ferir profundamente. Por trás de uma tela existe uma pessoa, e nem sempre conhecemos o sofrimento de quem recebe nossas palavras.
Addie também percebeu o bem que havia deixado de fazer.
Não queria estudar, apesar dos incentivos da mãe. Concentrava tudo no sonho de ser cantora e negligenciava outras capacidades.
Relacionou essa percepção à parábola dos talentos. Seus dons poderiam ser desenvolvidos para ajudar outras pessoas por meio dos estudos, do trabalho e da evangelização.
Reconheceu ainda o desperdício de dinheiro, alimentos e água.
Uma amiga convidava-a para ajudar meninas órfãs. Respondia que não tinha tempo nem recursos, mas admitiu que, em várias ocasiões, poderia ter colaborado e simplesmente não quis.
Seu sofrimento envolvia tanto o mal praticado quanto as oportunidades de fazer o bem que havia recusado.
A experiência terminou quando a funcionária da capela tocou seu braço e perguntou se estava bem.
Addie chorava intensamente. Ficou surpresa ao perceber que continuava ali e estava viva. A mulher havia observado apenas que ela permaneceu sentada e depois começou a chorar.
Naquela mesma manhã, procurou a missa das sete horas e confessou-se. Conta que passou cerca de duas horas com o sacerdote e sentiu grande alívio depois.
Entender o ocorrido levou anos. Procurou sacerdotes e religiosas, recebeu interpretações diferentes e sentiu-se sozinha.
Cerca de três anos depois, encontrou um diretor espiritual. Ele orientou-a a escrever seu relato, estudar as Escrituras e o Catecismo e amadurecer na fé antes de divulgá-lo.
Addie conta que guardou o testemunho durante aproximadamente treze anos. Mesmo depois daquela manhã, ainda tinha dúvidas sobre a fé católica. Pedia a Jesus que a ajudasse a compreender a Eucaristia e o papel de Nossa Senhora.
Durante um retiro de jovens, ofereceu-se para fazer adoração ao Santíssimo às três horas da manhã.
Embora tivesse feito a Primeira Comunhão, ainda não compreendia profundamente a presença de Jesus na Eucaristia.
Permaneceu cerca de três horas em adoração. No início, sentia-se desconfortável e decidiu abrir a Bíblia.
Encontrou as palavras de Jesus: “Isto é o meu corpo”.
A frase permaneceu em sua mente. Enquanto meditava, conta que reconheceu profundamente a presença de Cristo na Eucaristia.
Foi um momento de surpresa e amor. Passou a procurar a adoração e a participar da missa diariamente. A Eucaristia tornou-se o centro de sua vida espiritual.
Também tinha dúvidas sobre Nossa Senhora, alimentadas por conversas com cristãos não católicos.
Uma amiga devota de Nossa Senhora de Fátima convidou-a para rezar o terço. Addie aceitou, ainda buscando respostas.
Durante o terceiro mistério, conta que sentiu a presença de Maria. Interpretou essa experiência espiritual como uma confirmação de seu caminho na fé católica.
O encontro com Jesus na Eucaristia e a experiência durante o terço marcaram profundamente sua conversão.
Participou de grupos de jovens, retiros e atividades da Igreja. Encontrou amizade, comunidade e alegria.
Chegou a considerar a vida religiosa, especialmente em uma comunidade dedicada à adoração. Depois, discerniu o casamento como sua vocação.
Compreendeu que poderia entregar-se a Deus também como esposa, nas responsabilidades e no amor de cada dia.
Ao concluir a entrevista, convida as pessoas a conhecer Jesus, buscar a confissão e viver a santidade.
Seu testemunho apresenta uma mudança da busca pela fama ao desejo de servir, do orgulho ao arrependimento e do afastamento religioso a uma vida de oração.
Essa transformação continuou na confissão, no estudo, na direção espiritual e na comunidade.
Sua mensagem é um convite a aproveitar o presente: pedir perdão, aprender a perdoar, cuidar das palavras e usar os dons recebidos para fazer o bem.
Você acompanhou uma síntese do testemunho pessoal de Addie, apresentado ao canal Catholic Minute.
Que essa história nos inspire a olhar para nossa vida com sinceridade e esperança, abrindo o coração ao amor e à misericórdia de Deus.

Fonte: Catholic Minute 

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DIÁRIO DE SANTA FAUSTINA

“Se a alma não praticar a Misericórdia de um ou outro modo não alcançará a Minha Misericórdia no dia do juízo. Óh! Se as almas soubessem armazenar os Tesouros Eternos, não seriam julgadas, antecipando o Meu Julgamento com obras de Misericórdia” (Diário, 1317).

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