DAS 7 ÀS 8 DA MANHÃ. JESUS NA PRESENÇA DE PILATOS. PILATOS MANDA-O A HERODES.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 7 ÀS 8 DA MANHÃ: JESUS NA PRESENÇA DE PILATOS. PILATOS MANDA-O A HERODES. Oração antes de cada hora Ó meu Jesus prisioneiro, os teus inimigos, juntamente com os sacerdotes, apresentam-Te a Pilatos e, fingindo santidade e escrupulosidade, porque devem festejar a Páscoa, ficam fora do pátio. E Tu, meu Amor, vendo a sua grande malícia, reparas todas as hipocrisias do corpo religioso; também eu o faço juntamente conTigo. Mas, enquanto Tu Te ocupas do seu bem, eles ao contrário começam a acusar-Te na presença de Pilatos, deitando fora todo o veneno que têm contra Ti. Pilatos, mostra-se insatisfeito pelas acusações que Te fazem e, para Te condenar com maior razão, chama-Te à parte e, a sós conTigo, examina-Te e pergunta-Te: “Tu és o Rei dos judeus?” E Tu, Jesus, meu verdadeiro Rei respondes: “O meu Reino não é deste mundo, de outro modo, milhares de legiões de Anjos Me defenderiam”. E Pilatos, comovido pela suavidade e dignidade das Tuas palavras, admirado, diz-Te: “Como, Tu és Rei? E Tu: “Tu o disseste, Eu sou Rei e vim ao mundo para ensinar a Verdade”. E Pilatos, sem querer saber mais nada, convencido da Tua inocência, vai até à varanda e diz: “Eu não encontro culpa alguma neste Homem”. Os judeus enfurecidos, acusam-Te de tantas outras coisas e Tu calas e não Te defendes, e reparas as fraquezas dos juízes quando se encontram na presença dos poderosos, reparas as suas injustiças e rezas pelos inocentes oprimidos e abandonados. Então Pilatos, vendo o furor dos Teus inimigos e para se ver livre de Ti, envia-Te a Herodes. Jesus na presença de Herodes Meu Rei Divino, quero repetir as Tuas orações, as Tuas reparações e acompanhar-Te até junto de Herodes. Vejo que os Teus inimigos enfurecidos, quereriam devorar-Te e conduzem-Te entre insultos, zombarias e escárnios, e assim Te fazem chegar até à presença de Herodes, o qual emproando-se, Te faz muitas perguntas. Tu não respondes e nem sequer olhas para ele; e Herodes, irritado, porque não pode satisfazer a sua curiosidade e sentindo-se humilhado pelo Teu silêncio, diz a todos que Tu és um louco e sem juízo e ordena que sejas tratado como tal. E para fazer pouco de Ti, manda-Te vestir uma veste branca e entrega-Te nas mãos dos soldados, a fim de que Te façam tudo o que quiserem. Meu Jesus inocente, ninguém encontra culpa em Ti; só os Judeus, porque a sua religiosidade fingida não merece que a luz da Verdade brilhe nas suas mentes. Meu Jesus, Sabedoria infinita, quanto Te custa teres sido declarado louco! Os soldados, abusando de Ti, lançam-Te por terra, pisam-Te, cobrem-Te de escarros, desprezam-Te, batem-Te com bastões e são tantos os golpes, que Te sentes morrer. São tais e tantas as penas, os opróbrios, as humilhações que Te fazem, que os Anjos choram e cobrem o rosto com as suas asas para não as verem. Meu Jesus louco, também eu quero chamar-Te louco, mas louco de amor. E é tanta a Tua loucura de amor, que em vez de Te ofenderes, rezas e reparas as ambições dos reis e dos chefes que desejam reinos para ruína dos povos, por tantos massacres e tanto sangue que fazem derramar por seu capricho, pelas culpas que se cometem nas cortes, palácios e nas milícias. Meu Jesus, como é consolador ver-Te rezar e reparar, no meio de tantos opróbrios! A Tua voz ecoa no meu coração e sigo aquilo que Tu fazes. E agora deixa que me aproxime de Ti, que tome parte nas Tuas penas, Te console com o meu amor, e, afastando de Ti os inimigos, Te tome nos meus braços, para Te restabelecer e beijar-Te a fronte. Meu amável Amor, vejo que não Te deixam em paz e Herodes envia-Te a Pilatos. Se a vinda foi dolorosa, mais difícil será o regresso, porque vejo que os judeus estão mais enfurecidos que antes e a todo o custo querem que Tu morras. Por isso, antes que Tu saias do Palácio de Herodes, quero beijar-Te, para Te confirmar o meu amor no meio de tantas penas, e Tu fortalece-me com o Teu beijo e a Tua bênção, para Te poder seguir até à presença de Pilatos. Reflexões práticas Jesus ao ser apresentado a Pilatos, no meio de tantos insultos e desprezos, mantêm-se sempre amável, não despreza ninguém e procura fazer brilhar em todos a luz da Verdade. E nós tratamos todos do mesmo modo? Procuramos vencer a nossa índole má, quando alguém não é simpático conosco? Tratando com as criaturas, procuramos sempre dar a conhecer Jesus e fazer resplandecer neles a luz da Verdade? Ó Jesus, minha doce Vida, coloca nos meus lábios as Tuas palavras e faz com que fale sempre com a Tua boca. Jesus, na presença de Pilatos vestido de louco, silencia e sofre penas inauditas; e nós quando somos caluniados, desprezados, insultados e escarnecidos pensamos que o Senhor nos quer dar uma semelhança Divina? Nas nossas penas, nos desprezos e em tudo aquilo que o nosso pobre coração poderá sentir, pensamos que é Jesus que com o Seu toque nos faz sofrer, que com o Seu toque nos transforma n’Ele e nos torna semelhantes a Ele? E quando o sofrimento volta, pensamos que Jesus, ao olhar-nos, não está contente conosco e portanto nos prova para nos tornar em tudo semelhante a Ele? A exemplo de Jesus, podemos dizer que temos domínio sobre nós mesmos? Que nas contrariedades em vez de falarmos, preferimos calar? Nunca nos deixamos vencer pela curiosidade? Em cada pena que possamos sofrer, é preciso colocar a intenção de que seja uma vida que se dá a Jesus para pedir almas; e colocando as almas na Vontade de Deus, a nossa dor faz-lhes cerco e encerramos neste a Deus e as almas para as unir a Jesus. Meu Amor e meu Tudo, toma Tu só o domínio deste meu coração e tem-no nas Tuas mãos, a fim de que nos encontros possa copiar, em mim, a
DAS 6 ÀS 7 DA MANHÃ. JESUS DE NOVO NA PRESENÇA DE CAIFÁS, QUE CONFIRMA A CONDENAÇÃO À MORTE E O ENVIA A PILATOS

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 6 ÀS 7 DA MANHÃ: JESUS DE NOVO NA PRESENÇA DE CAIFÁS, QUE CONFIRMA A CONDENAÇÃO À MORTE E O ENVIA A PILATOS Oração antes de cada hora Meu Jesus sofredor, já saíste da prisão; estás sem forças e vacilas a cada passo que dás. Quero colocar-me ao teu lado, para Te amparar quando vir que estás para cair. Mas, vejo que os soldados Te levam à presença de Caifás, e Tu, ó meu Jesus, reapareces no meio deles como Sol e, ainda que desfigurado, difundes luz por toda a parte. Vejo que Caifás rejubila de alegria ao ver-Te tão mal tratado. Com os reflexos da Tua Luz, fica ainda mais cego e, no seu furor, pergunta-Te de novo: “Então, Tu és verdadeiramente o Filho de Deus?” E Tu meu Amor, com uma majestade suprema, com o Teu jeito de falar e com a Tua palavra suave e comovente, capaz de arrebatar os corações, respondes: “Sim, Eu sou o verdadeiro Filho de Deus”. E os Teus inimigos, apesar de sentirem neles a força enorme da Tua palavra, sufocando tudo, sem querer saber de mais nada, e, a uma só voz, gritam: “É réu de morte, é réu de morte!” Caifás confirma a sentença de morte e envia-Te a Pilatos. E, Tu, meu Jesus condenado, aceitas esta sentença com tanto amor e resignação, e, quase que arrancando-a ao iníquo Pontífice, reparas todos os pecados feitos deliberadamente e com grande malícia, e por aqueles que em vez de se afligirem pelo mal que fizeram, se alegram e exultam pelo próprio pecado, e isto leva-os à cegueira e a sufocar até mesmo a mais pequena luz da Graça. Jesus, minha Vida, as Tuas reparações e orações ecoam no meu coração, e reparo e rezo conTigo. Meu doce Amor, vejo que os soldados, tendo perdido a pouca estima que tinham por Ti e vendo-Te condenado à morte, prendem-Te, acrescentam mais cordas e tormentos e apertam-Te tanto, ao ponto de quase a Tua Divina Pessoa não se poder mexer e, empurrando-Te e arrastando-Te, colocam-Te fora do palácio de Caifás. Espera-Te uma grande multidão de povo, mas ninguém para Te defender; e Tu, meu Sol Divino, sais para o meio dela, querendo com a Tua Luz envolver todos. E ao começares a andar, querendo encerrar todos os passos das criaturas nos Teus, rezas e reparas por aqueles que dão os primeiros passos para operarem com fins perversos: uns para se vingarem, outros para roubarem, outros para matarem, etc. Oh, como todas estas culpas ferem o Teu Coração! E para impedir tanto mal, rezas, reparas e ofereces-Te totalmente. Mas, enquanto Te sigo, vejo que Tu, Jesus, meu Sol, no momento em que desces do palácio de Caifás, Te encontras com a bela Maria, nossa doce Mãe. Os Vossos olhares cruzam-se e ferem-se e, se por um lado ficais aliviados quando Vos vedes, por outro sentis novas dores: Tu, ao veres a bela Mãe trespassada, pálida e coberta de luto, e a querida Mãe ao ver-Te, Sol Divino, ofuscado e coberto de tantos opróbrios, chorando e coberto de Sangue. Mas, não podeis gozar durante muito tempo a troca de olhares, e com o sofrimento de não poderdes trocar nem sequer uma palavra, os Vossos Corações dizem tudo, e fundidos um no outro, parais de olhar-Vos, porque os soldados Te empurram; e assim, pisado e arrastado, chegas a Pilatos. Meu Jesus, unindo-me à Mãe trespassada, sigo-Te, para me fundir em Ti juntamente com Ela e Tu, olhando-me com amor, abençoa-me. Reflexões práticas Jesus sai à luz do dia, é apresentado a Caifás, e com ânimo firme confirma que Ele é o Filho de Deus. E nós, quando saímos, fazemo-nos orientar por Jesus: o nosso porte é de exemplo para os outros, e os nossos passos, como íman, chamam as almas para o redor de Jesus? Toda a Vida de Jesus é um chamamento contínuo às almas. Se nós nos conformarmos à Sua Vontade, isto é, se os nossos pés, quando caminham, chamam as almas, se as nossas palpitações, fazendo eco às palpitações Divinas, se harmonizam juntas e pedem almas, e assim para todo o resto, nós, à medida que operamos formamos em nós a própria Humanidade de Jesus. Deste modo, cada chamado de almas a mais que fazemos, é um selo a mais que recebemos do nosso Jesus. A nossa vida é sempre igual, ou então mudamo-la segundo os encontros que nos acontecem? Meu Jesus, Santidade que não tem igual, Tu guia-me e faz com que também o meu porte externo manifeste toda a tua Vida divina. Oração de agradecimento depois de cada Hora Hora anterior Distribuição das Horas Hora seguinte “Julgo que quem as meditar se é pecador, se converterá; se é imperfeito, tornar-se-á perfeito; se é santo, será mais santo; se é tentado, triunfará; se é sofredor, encontrará nestas Horas a força, o remédio e o conforto; e se a sua alma é frágil e pobre, encontrará o alimento espiritual e um espelho para se contemplar, continuamente.” As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Últimas pubicações As 24 hs. da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo DAS 4 ÀS 5 DA TARDE. A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA. DAS 3 ÀS 4 DA TARDE. JESUS MORTO É TRESPASSADO COM UM GOLPE DE LANÇA. DAS 2 ÀS 3 DA TARDE.TERCEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. QUINTA, SEXTA E SÉTIMA PALAVRA DE JESUS. A MORTE… DA 1 ÀS 2 DA TARDE. SEGUNDA HORA DE AGONIA NA CRUZ. SEGUNDA, TERCEIRA E QUARTA PALAVRA DE JESUS. DO MEIO-DIA À 1 HORA DA TARDE. PRIMEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. A PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS. DAS 11 AO MEIO-DIA. JESUS É CRUCIFICADO. DAS 10 ÀS 11 DA MANHÃ. JESUS TOMA A CRUZ E DIRIGE-SE PARA O CALVÁRIO, ONDE É DESPOJADO. DAS 9 ÀS 10 DA MANHÃ. JESUS É COROADO DE ESPINHOS E APRESENTADO AO POVO: “EIS O HOMEM! JESUS É… Carregar mais Fim
DAS 5 ÀS 6 DA MADRUGADA. JESUS NA PRISÃO.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 5 ÀS 6 DA MADRUGADA: JESUS NA PRISÃO Oração antes de cada hora Meu Jesus prisioneiro, ao acordar não Te encontrei. O coração bate-me com força, agita-se de amor. Diz-me aonde Te encontras? Meu Anjo da Guarda, leva-me à casa de Caifás. Mas, dou voltas e mais voltas, olho por toda parte e não Te encontro. Meu Amor, depressa, com as Tuas mãos, mexe as correntes com as quais tens o meu coração preso ao Teu e atrai-me a Ti, a fim de que possa voar para me ir lançar nos Teus braços. E Tu, Jesus, meu Amor, ferido pela minha voz e querendo a minha companhia, atrai-me e vejo que Te meteram na prisão. O meu coração exulta de alegria ao encontrar-Te, mas, vendo o estado ao qual Te reduziram, sinto logo que é ferido pela dor. Vejo-Te amarrado a uma coluna com as mãos atrás e os pés muito bem atados; vejo o Teu Rosto Santíssimo pisado, inchado e a escorrer sangue, devido aos horríveis socos que Te deram. Os Teus olhos puríssimos lívidos, a Tua pupila triste e cansada pela vigília, os Teus cabelos todos em desalinho, a Tua Pessoa Santíssima toda pisada e, além disso, não Te podes limpar porque estás amarrado. E eu, ó meu Jesus, choro abraçando-me aos Teus pés e digo: “Ah, ó Jesus, em que estado Te encontras!” E, Jesus olhando-me responde-me: “Vem, ó filha, e está atento a tudo aquilo que Eu faço, para o fazeres juntamente coMigo, e assim Eu poder continuar a Minha Vida em ti.” E eis que, com espanto meu, vejo que em vez de Te ocupares das Tuas penas, com amor indescritível, pensas em glorificar o Pai, para O refazer daquilo que nós somos obrigados, e chamas todas as almas em teu redor, para tomares sobre Ti todos os seus males e dares-lhe todos os bens. E como já estávamos no alvorecer do dia, sinto a Tua voz dulcíssima que diz: “Pai Santo, dou-Te graças por tudo quanto sofri e por aquilo que Me resta sofrer. E como este amanhecer chama o dia e o dia faz nascer o sol, assim a alba da Graça desponte em todos os corações e, fazendo-se dia, Eu, Sol Divino possa nascer em todos os corações e reinar sobre todos. Ó Pai, vês estas almas? Eu quero responder-Te por todas e pelos seus pensamentos, palavras, obras, e passos, a custo de sangue e de morte”. Meu Jesus, Amor sem fim, uno-me a Ti e, também eu, Te agradeço por tudo quanto me fizestes sofrer e por aquilo que me resta sofrer e peço-Te que faças despontar em todos os corações a aurora da Graça, para que Tu, Sol Divino, possas nascer em todos os corações e reinar sobre todos. Mas, vejo ainda, meu doce Jesus, que Tu reparas todas as primícias dos pensamentos, dos afetos e das palavras das criaturas, que ao início do dia não Te são oferecidas, para Te honrarem, e que Tu as chamas de novo a Ti, como que em consignação, para reparar e dar ao Pai a glória que Lhe devem. Meu Jesus, Mestre Divino, já que nesta prisão temos uma hora livre e estamos sós, não só quero fazer o que Tu fazes, mas quero limpar-Te, arrumar os Teus cabelos e fundir-me todo em Ti. Por isso, aproximo-me da Tua Sacratíssima Cabeça e, ao ordenar-Te os cabelos, quero reparar-Te por tantas mentes transtornadas e repletas de terra, que não têm nem sequer um pensamento para Ti; e ao fundir-me na Tua mente, quero reunir em Ti todos os pensamentos das criaturas e fundi-los nos Teus pensamentos, para encontrar reparação suficiente por todos os pensamentos perversos, por tantas luzes e inspirações sufocadas. Quereria fazer de todos os pensamentos um só com os Teus, para Te dar verdadeira reparação e perfeita glória. Meu Jesus aflito, beijo os Teus Olhos cansados e cheios de lágrimas. Tendo as mãos atadas à coluna não os podes enxugar, nem limpar os escarros com os quais Te sujaram; e como a posição na qual Te prenderam é dilacerante não podes fechar os Teus olhos cansados para repousar. Meu Amor, como gostaria que os meus braços Te servisse de leito para Te dar repouso; quero enxugar-Te os olhos e pedir-Te perdão e reparar-Te por todas as vezes que não procuramos agradar-Te e nem voltar o olhar para Ti, afim de saber o que desejava de nós, o que devíamos fazer e para aonde desejavas que nos dirigisse-mos. Quero fundir os meus olhos nos Teus, e também os de todas as criaturas, para poder reparar com os Teus próprios olhos todo o mal que fizemos com a vista. Meu Jesus piedoso, beijo os Teus Santíssimos Ouvidos, cansados pelos insultos de toda a noite e ainda mais pelo eco de todas as ofensas das criaturas, que se repercute neles. Peço-Te perdão e reparo-Te por todas as vezes que nos chamastes e fomos surdos ou fingimos não Te escutar e Tu, meu Bem, cansado, repetiste os Teus chamamentos, mas em vão! Quero fundir os meus ouvidos nos Teus e também aqueles de todas as criaturas, para Te dar uma reparação completa e contínua. Enamorado Jesus, adoro e beijo o Teu Santíssimo Rosto, todo pálido dos socos. Peço-Te perdão e reparo por todas as vezes que nos chamaste para Te oferecermos reparações, e nós unindo-nos aos teus inimigos, demos-Te socos e escarros. Meu Jesus, quero fundir o meu rosto no Teu, para Te restituir a Tua beleza natural, dando-Te plena reparação por todos os desprezos que se fazem à Tua adorável Majestade. Meu Bem amargurado, beijo a Tua dulcíssima Boca, ferida pelos socos e sedenta de amor. Quero fundir a minha língua na Tua, e também a língua de todas as criaturas, para Te reparar com a Tua própria língua todos os pecados e conversas funestas que se fazem; e quero, meu Jesus sedento, unir todas as vozes numa só com a Tua, para fazer que, quando estamos
DAS 4 ÀS 5 DA MADRUGADA. JESUS À MERCÊ DOS SOLDADOS.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 4 ÀS 5 DA MADRUGADA: JESUS À MERCÊ DOS SOLDADOS Oração antes de cada hora Jesus, minha Vida dulcíssima, enquanto dormia abraçado ao Teu Coração, com frequência, sentia-me ferir pelos espinhos que ferem o Teu Santíssimo Coração e, querendo acordar, juntamente conTigo, para que Tu tenhas ao menos alguém que note todas as Tuas penas e Te compadeça, abraço-me com mais força ao Teu Coração; e sentindo mais ao vivo as Tuas pontadas, acórdo. Mas, o que vejo, o que sinto? Quereria esconder-Te no meu coração, para me expor na tua vez e receber em mim penas tão dolorosas, insultos e humilhações tão incríveis; mas, só o Teu Amor podia suportar tantos ultrajes. Meu Jesus pacientíssimo, o que é que poderias esperar desta gente sem coração? Vejo que se apoderam de Ti, cobrem-Te o Rosto de densos escarros, a luz dos Teus belos olhos fica coberta por eles, e Tu, derramando rios de lágrimas, para a nossa salvação, afastas dos Teus olhos aqueles escarros e os Teus inimigos, não sendo capazes de suportar a luz dos Teus olhos, voltam de novo a cobri-los de escarros. Outros, sendo mais atrevidos no mal, abrem-Te a boca dulcíssima e enchem-na de escarros mal cheirosos, ao ponto de eles mesmos sentirem náusea. E como, em parte, alguns dos escarros caiem, estes permitem ver a majestade do Teu Rosto e a Tua sobre-humana ternura, e eles sentem-se arrepiar e envergonham-se de si próprios; e para se sentirem mais livres, vendam-Te os olhos com um trapo vilíssimo, de modo a poderem desforrar-se na Tua adorável Pessoa. Deste modo, batem-Te sem piedade, arrastam-Te, pisam-Te, voltam a dar-Te socos, bofetadas no Teu Rosto e na cabeça, arrastando-Te e puxando-Te pelos cabelos, atirando-Te de um lado para o outro. Jesus, meu Amor, o meu coração não suporta ver-Te no meio de tantas penas. Tu queres que tome nota de tudo, mas eu quereria antes fechar os olhos para não ver cenas tão dolorosas, que arrancam o coração de qualquer peito, mas, o amor por Ti, obriga-me a ver o que é feito de Ti. E vejo que não respiras, que não dizes nada para Te defenderes, que estás nas mãos dos soldados como um farrapo e podem fazer de Ti aquilo que quiserem; e vendo que se atiram a Ti, temo que Tu morras debaixo dos seus pés. Meu Bem e meu Tudo, é tanta a dor que sinto pelas Tuas penas, que quereria gritar tão alto, ao ponto de me fazer ouvir no alto do Céu para chamar o Pai, o Espírito Santo e todos os Anjos; fazer-me ouvir, aqui na terra, de um lado ao outro, para chamar em primeiro lugar a doce Mãe e todas as almas que Te amam, de modo a formarmos um muro à tua volta, para impedir que estes soldados insolentes, se aproximem de Ti para Te insultarem e Te atormentarem. E, juntamente, conTigo repararmos toda a espécie de pecados noturnos, sobretudo aqueles cometidos pelos sequazes, durante a noite, sobre a Tua Sacramental Pessoa, e repararmos todas as ofensas das almas que, na noite da prova, não se mantêm fiéis. Mas vejo, meu Bem insultado, que os soldados cansados e bêbados, quereriam repousar, e o meu pobre coração, oprimido e dilacerado por tantas penas Tuas, não quer ficar só juntamente conTigo, sinto a necessidade de mais companhia. Ó doce Mãe, sê Tu a minha inseparável companhia; abracemos juntas Jesus para o consolarmos! Ó Jesus, juntamente com a Mãe, abraço-Te, abencoo-Te e, com Ela, dormirei o sono do amor sobre o Teu Coração. Reflexões práticas Jesus, nesta hora, encontra-se no meio dos soldados com animo imperturbável, com constância férrea; como Deus que é, sofre todas as dilacerações que os soldados Lhe fazem, e olha-os com tanto amor, que parece que lhes pede mais penas. E nós, nos sofrimentos repetidos, somos constantes, ou então lamentamo-nos, aborrecemo-nos, perdemos a paz, aquela paz de coração tão necessária, para que Jesus possa encontrar em nós uma feliz morada? A firmeza é aquela virtude que dá a conhecer se Deus reina verdadeiramente em nós; se a nossa é verdadeira virtude, seremos firmes na prova, com uma firmeza, sem intervalos, mas sempre igual a si mesma; e é só esta firmeza que nos dá a paz. À medida que nos tornamos firmes no bem, no sofrer e no operar, assim alargamos o espaço à nossa volta, no qual Jesus poderá alargar as Suas graças. Deste modo, se nós formos inconstantes, o nosso campo será pequeno, e Jesus, pouco ou nada, poderá alargar-se. Ao contrário, se nós formos firmes e constantes, Jesus encontrando um campo largo, encontrará em nós o seu apoio e sustenho para alargar as suas graças. Se queremos que o nosso Jesus repouse em nós, circundemo-Lo com a própria firmeza com a qual agia para a salvação das nossas almas. Ele, assim defendido, estará no nosso coração repousando docemente. Jesus olhava com amor aqueles que O maltratavam; e nós olhamos com o mesmo amor aqueles que nos ofendem? E o amor que lhes manifestamos é tanto ao ponto de ser voz tão potente nos seus corações, que os converta a Jesus? Meu Jesus, Amor infinito, dá-me este amor e faz com que cada pena chame almas para Ti Oração de agradecimento depois de cada Hora Hora anterior Distribuição das Horas Hora seguinte “Julgo que quem as meditar se é pecador, se converterá; se é imperfeito, tornar-se-á perfeito; se é santo, será mais santo; se é tentado, triunfará; se é sofredor, encontrará nestas Horas a força, o remédio e o conforto; e se a sua alma é frágil e pobre, encontrará o alimento espiritual e um espelho para se contemplar, continuamente.” As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Últimas pubicações As 24 hs. da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo DAS 4 ÀS 5 DA TARDE. A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA. DAS 3 ÀS 4 DA TARDE. JESUS MORTO É TRESPASSADO COM
DAS 3 ÀS 4 DA MADRUGADA. JESUS NA CASA DE CAIFÁS.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 3 ÀS 4 DA MADRUGADA: JESUS NA CASA DE CAIFÁS Oração antes de cada hora Meu Bem aflito e abandonado, enquanto a minha natureza frágil dorme no Teu Coração doloroso, o meu sono é interrompido com frequência pelas palpitações de amor e de dor do Teu Coração Divino. Entre a vigília e o sono, sinto os empurrões que Te dão e ao acordar, digo: “Meu pobre Jesus, abandonado por todos! Não há ninguém que Te defenda; mas, de dentro do Teu Coração, eu Te ofereço a minha vida, para Te amparar quando Te empurrarem”. E adormeço de novo; mas, outra palpitação do amor do Teu Coração Divino me acorda e sinto os ouvidos ensurdecer pelos insultos que Te fazem, pelo barulho das vozes, os gritos e pela gente que corre. Meu Amor, porque razão estão todos contra Ti? O que fizestes para que todos, como lobos enfurecidos, Te queiram devorar? Ao ver os preparativos dos Teus inimigos, sinto o sangue gelar-se-me nas veias, tremo e estou angustiado, pensando o que posso fazer para Te defender Mas, o meu Jesus aflito, tendo-me no Seu Coração, aperta-me com mais força e diz-me: “Minha filha, não fiz nada de mal e fiz tudo: cometi o delito do amor, que contém todos os sacrifícios, o amor de custo incalculável. Estamos ainda no princípio; tu está no Meu Coração, observa tudo, ama-Me, silencia e aprende. Faz com que o teu sangue gelado corra nas Minhas veias, para restaurar o Meu Sangue, que está todo a ferver; faz com que o teu calafrio socorra os Meus membros, a fim de que fundido em Mim, possa confirmar-Te e aquecer-Te, para tomares parte nas Minhas penas, e juntamente possas adquirir força ao veres-Me sofrer tanto. Esta será a mais bela defesa que Me farás; sê-Me fiel e atento”. Meu doce Amor, é tal e tanto o tumulto dos Teus inimigos, que não me deixam dormir. As pancadas tornam-se cada vez mais violentas; ouço o barulho das cadeias com as quais te amarraram tanto que Te fazem jorrar sangue dos pulsos, com o qual Tu assinalas aqueles caminhos. Recorda-Te que o meu sangue está no Teu, e que quando Tu o derramas, o meu, beija, adora e repara o Teu. O Teu Sangue serve de luz a todos aqueles que Te ofendem, durante a noite, e de íman para atrair todos os corações em redor de Ti, meu Amor e meu Tudo. Enquanto Te arrastam, o ar parece ensurdecer com os gritos e os assobios. Chegas à presença de Caifás; Tu apresentas-Te totalmente pacífico, modesto e humilde; a Tua afabilidade e paciência são tais que aterrorizam os próprios inimigos, e Caifás, enfurecido, se pudesse far-te-ia desaparecer. Ah, como se distingue bem a Inocência do pecado! Meu Amor, Tu estás na presença de Pilatos como o mais culpável, em ato de ser condenado. Caifás pergunta, às testemunhas, quais são os Teus crimes. Ah, teria feito melhor se Te perguntasse qual é o Teu Amor! Uns acusam-Te de uma coisa e outros de outra, com desatino e contradições entre eles; e ao acusarem-Te, os soldados que estão mais perto de Ti, puxam-Te os cabelos, dão-Te bofetões, que ecoam por toda a sala, torcem-Te os lábios, batem-Te, e Tu calas, sofres, e se os olhas, a luz dos teus olhos desce aos seus corações, e não a podendo suportar, afastam-se de Ti, mas sucedem-lhe outros, para Te fazerem ainda pior. Mas, no meio de tantas acusações e ultrajes, vejo que escutas, e o Teu Coração por causa da dor, bate com mais força e parece que se Te parte. Meu Bem aflito, diz-me o que acontece de novo? Porque, por aquilo que Te estão a fazer os Teus inimigos, vejo que o Teu Amor é tanto, que ansioso o esperas e o ofereces pela nossa salvação; e o Teu Coração repara, com toda a calma, as calúnias, os ódios, os testemunhos falsos, o mal premeditado que se faz aos inocentes, e reparas por aqueles que Te ofendem por instigação dos chefes e as ofensas dos eclesiásticos. E enquanto, unido a Ti faço as mesmas reparações, vejo que algo muda em Ti por causa de uma nova dor mais intensa até agora. Diz-me, diz-me o que acontece? Ó Jesus, deixa-me tomar parte em tudo. “Filha, queres saber o que é? Escuto a voz de Pedro que afirma não Me conhecer; depois, jurou e voltou a jurar falso e negou conhecer-Me. “Como, ó Pedro! Não Me conheces? Não te recordas de quantos bens te cumulei? Ah, se os outros me fazem morrer de pena, tu fazes-Me morrer de dor! Ah, como agistes mal seguindo-Me de longe, expondo-te assim às ocasiões!” Meu Bem negado, como se conhecem logo as ofensas dos Teus mais queridos! Ó Jesus, quero fazer correr a minha palpitação na Tua para suavizar a dor atroz que sofres, e a minha palpitação na Tua, jura-Te fidelidade e amor, e repete e jura, vezes sem conta, conhecer-Te. Mas o Teu Amor ainda não tem sossego e procuras olhar Pedro. Aos Teus olhares amorosos, chorando copiosas lágrimas pela sua negação, Pedro condói-se, chora e afasta-se; e Tu tendo-o salvo, sossegas e assim reparas as ofensas dos Papas e dos chefes da Igreja, especialmente daqueles que se expõem às ocasiões. Entretanto, os Teus inimigos continuam a acusar-Te, e Caifás vendo que nada respondes às suas acusações, diz-Te: “Esconjuro-Te, pelo Deus vivo, diz-me, Tu és verdadeiramente o Filho de Deus?” E Tu, meu Amor, tendo sempre nos Teus lábios a palavra da verdade, em atitude de Majestade Suprema, com voz potente e suave, de forma que todos ficam estupefatos e os próprios demônios se precipitam no abismo, respondes: “Tu o dizes: sim, Eu sou o verdadeiro Filho de Deus, e um dia descerei sobre as nuvens do Céu para julgar todas as nações”. Às Tuas palavras criadoras, todos fazem silêncio, sentem-se arrepiar e espantar; mas, Caifás, depois de alguns momentos de espanto, refazendo-se e todo furibundo, mais que uma
DAS 2 ÀS 3 DA MADRUGADA. JESUS É APRESENTADO A ANÁS.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 2 ÀS 3 DA MADRUGADA: JESUS É APRESENTADO A ANÁS. Oração antes de cada hora Jesus, fica sempre comigo; doce Mãe, sigamos juntos a Jesus. Meu Jesus, Sentinela Divina, vigiando-me Tu, do Teu Coração e não querendo ficar só, sem mim, despertas-me para que eu me encontre conTigo na casa de Anás. Encontras-Te naquele momento em que Anás Te interroga sobre a Tua doutrina e os Teus discípulos, e Tu, ó Jesus, para defender a glória do Pai, abres a Tua sacratíssima boca e com voz potente e digna respondes: – “Falei em público, e todos aqueles que estão aqui Me ouviram”. Às Tuas palavras tão dignas todos tremeram, mas a perversidade é tanta que um servo, querendo honrar Anás, aproxima-se de Ti e, com a mão fechada, dá-Te um soco, mas tão forte que Te faz cambalear e ficar lívido o Teu Santíssimo Rosto. Agora compreendo, minha doce Vida, porque é que me acordastes. Tu tinhas razão; quem é que Te ampararia neste momento no qual estás para cair? Os Teus inimigos romperam em risadas satânicas, apupos e palmas, aplaudindo um gesto tão injusto, e Tu cambaleando, não tens a que Te apoiar. Meu Jesus, abraço-Te, antes, com o meu ser, quero fazer de muro e ofereço-Te a minha face com coragem, pronto a suportar qualquer pena por teu amor. Tenho compaixão de Ti por causa deste ultraje e conTigo reparo-Te a timidez de tantas almas que facilmente perdem a coragem, reparo-Te por todos aqueles, que por temor, não dizem a verdade, pelas faltas de respeito devidas aos Sacerdotes e pelas murmurações. Meu Jesus aflito, vejo que Anás Te manda a Caifás; os Teus inimigos precipitam-Te pelas escadas, e Tu meu Amor, nesta queda tão dolorosa reparas por aqueles que de noite se precipitam na culpa com o favor das trevas, e chamas à luz da Fé os hereges e os infiéis. Também eu Te quero seguir nestas reparações, e, até que chegues junto de Caifás, mando-Te os meus suspiros para Te defenderem dos Teus inimigos; e enquanto eu durmo, continua a vigiar-me e a acordar-me sempre que for preciso. Por isso, dá-me o Teu beijo e a Tua bênção e eu beijo-Te o Coração e nele continuo o meu sono. Reflexões práticas Jesus levado à presença de Anás é interrogado por este sobre a Sua doutrina e os Seus discípulos; para glorificar o Pai, responde acerca da Sua doutrina, mas nada diz sobre os Seus discípulos para não faltar à Caridade. E nós, quando se trata de glorificar o Senhor, somos intrépidos e corajosos, ou deixamo-nos vencer pelo respeito humano? Devemos dizer sempre a verdade; ainda que seja diante de pessoas de grande consideração. No nosso falar procuramos sempre a glória de Deus? Para exaltar a Glória de Deus suportamos tudo com paciência como Jesus? Evitamos sempre falar mal do próximo, e socorremo-lo se vemos que outros falam? Jesus vigia o nosso coração, e nós vigiamos o Coração de Jesus, a fim de que não receba nenhuma ofensa que não seja reparada por nós? Vigiamo-nos a nós próprios em tudo, a fim de que o nosso pensamento, olhar, palavra, afeto, palpitação, desejo, sejam como outras tantas sentinelas à volta de Jesus, para vigiar o Seu Coração e repará-lo de todas as ofensas? E para poder fazer isto pedimos a Jesus que vigie cada ato nosso e nos ajude Ele próprio a vigiar o nosso amor? Cada ato que fazemos em Deus é uma Vida divina que recebemos em nós; e como nós somos limitados, e Deus é imenso, não podemos fechar um Deus no nosso simples ato, portanto multipliquemo-los quanto pudermos para poder assim, ao menos, alargar a nossa capacidade de perceber e de amar. E quando o nosso Jesus nos chama estamos prontos a responder? O chamamento de Deus pode fazer-se sentir de muitos modos: com as inspirações, leitura de livros bons, com o exemplo; pode fazer-se sentir sensivelmente com os atrativos da graça e também com as próprias intempéries do tempo. Meu doce Jesus, a Tua voz ressoe sempre no meu coração; e tudo aquilo que me rodeia, dentro e fora de mim, seja a voz, continua que me chame sempre a amar-Te e a harmonia da Tua voz Divina me impeça de sentir qualquer outra voz humana dissipadora. Oração de agradecimento depois de cada Hora Hora anterior Distribuição das Horas Hora seguinte “Julgo que quem as meditar se é pecador, se converterá; se é imperfeito, tornar-se-á perfeito; se é santo, será mais santo; se é tentado, triunfará; se é sofredor, encontrará nestas Horas a força, o remédio e o conforto; e se a sua alma é frágil e pobre, encontrará o alimento espiritual e um espelho para se contemplar, continuamente.” As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Últimas pubicações As 24 hs. da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo BENEFÍCIOS QUE SE OBTÊM ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO OS ESCRITOS DA SERVA DE… DAS 4 ÀS 5 DA TARDE. A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA. DAS 3 ÀS 4 DA TARDE. JESUS MORTO É TRESPASSADO COM UM GOLPE DE LANÇA. DAS 2 ÀS 3 DA TARDE.TERCEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. QUINTA, SEXTA E SÉTIMA PALAVRA DE JESUS. A MORTE… DA 1 ÀS 2 DA TARDE. SEGUNDA HORA DE AGONIA NA CRUZ. SEGUNDA, TERCEIRA E QUARTA PALAVRA DE JESUS. DO MEIO-DIA À 1 HORA DA TARDE. PRIMEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. A PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS. DAS 11 AO MEIO-DIA. JESUS É CRUCIFICADO. Carregar mais Fim
DA 1 ÀS 2 DA MADRUGADA. JESUS, LANÇADO DE UM ROCHEDO,CAI NA CORRENTE CÉDRON.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DA 1 ÀS 2 DA MADRUGADA: JESUS, LANÇADO DE UM ROCHEDO, CAI NA CORRENTE CÉDRON Oração antes de cada hora Meu amado Bem, a minha pobre mente, a dormir ou acordada, segue-Te. Mas, como posso dormir, se vejo que todos Te deixam e fogem de Ti? Os próprios Apóstolos, o Pedro ardoroso, que há momentos disse que daria a vida por Ti, o discípulo predileto que, com tanto amor, fizestes repousar sobre o Teu Coração, ah, todos Te abandonam e Te deixam à mercê dos Teus inimigos cruéis. Meu Jesus, estás sozinho! Os Teus olhos puríssimos olham em teu redor, para ver se ao menos um dos Teus beneficiados Te segue, para Te assegurar o seu amor e para Te defender; e quando percebes que nem sequer um Te foi fiel, sentes um aperto no Coração e desatas num pranto convulsivo. E sentes mais dor pelo abandono dos Teus mais íntimos, que por aquilo que Te fazem os Teus próprios inimigos. Meu Jesus, não chores, ou antes, faz com que eu chore, juntamente, conTigo. E o amável Jesus parece dizer: – “Ah, filha, choremos juntos a sorte de tantas almas consagradas a Mim, que por pequenas provas e dificuldades da vida, não se importam coMigo e Me deixam só; por muitas outras tímidas e vis que, por falta de coragem e de confiança, Me abandonam; por tantos e tantos que, não encontrando proveito nas coisas santas, não se importam coMigo; por tantos Sacerdotes que pregam, celebram, confessam por amor do interesse e da própria glória; estes tais manifestam que estão à Minha volta, mas Eu fico sempre só! Ah, filha, como é duro para Mim este abandono! Não só Me choram os olhos, mas sangra-Me o coração! Peço-te que repares a Minha dor lancinante prometendo que nunca Me deixarás sozinho”. Sim, ó meu Jesus, prometo-o, ajudado pela Tua Graça e identificando-me com a Tua Vontade Divina. Mas, ó Jesus, enquanto Tu choras o abandono dos Teus amados, os inimigos não Te poupam nenhum dos ultrajes que Te possam fazer; ó meu Bem, acorrentado e apertado como estás, tanto que por Ti mesmo não podes dar um passo, calcam-Te aos pés, arrastam-Te, por aqueles caminhos cheios de pedras e de espinhos, de modo que não fazes nenhum movimento que não Te faça tropeçar nas pedras e picar nos espinhos. Ah, meu Jesus, vejo que, enquanto Te arrastam, Tu deixas atrás de Ti o Teu Sangue precioso, os cabelos loiros que Te arrancam da cabeça! Minha Vida e meu Tudo, permite-me que os recolha, a fim de atar todos os passos das criaturas, as quais nem sequer de noite Te poupam, antes, se servem da noite para Te ofender ainda mais: uns em encontros, outros em prazeres, outros em teatros, outros em fazer furtos sacrílegos! Meu Jesus, uno-me a Ti para reparar todas estas ofensas. Mas, ó meu Jesus, já chegamos à corrente Cédron, e os judeus desleais estão dispostos a lançar-Te dentro, fazem-Te tropeçar, com tanta força, numa pedra, que se encontra ali, ao ponto de jorrar Sangue preciosíssimo da Tua boca, com o qual a deixas marcada! Depois, puxando-Te, levam-Te para o fundo daquelas águas infectadas, de forma que estas Te entram nos ouvidos, na boca e no nariz. Ó Amor incansável, Tu ficas inundado e como que coberto daquelas águas podres, nauseantes e frias, e deste modo representas-me ao vivo o estado lamentável das criaturas quando cometem o pecado! Oh, como ficam cobertas, por dentro e por fora, com um manto de imundice, ao ponto de causarem repugnância ao Céu e a quem quer que as possa ver, atraindo deste modo os raios da Justiça Divina! Ó Vida da minha vida, poderá existir amor maior? Para tirar este manto de sujidade, Tu permites que os inimigos Te lancem nesta corrente e sofres tudo para reparar os sacrilégios e as friezas das almas que Te recebem sacrilegamente e que Te obrigam, mais que a corrente, a fazer-Te entrar nos seus corações, e a fazer-Te sentir toda a náusea delas! Tu permites ainda que estas águas Te penetrem até aos ossos; tanto que os inimigos, temendo que ficasses afogado, para Te preservarem para maiores tormentos, tiram-Te para fora, mas causas tanta repugnância, que eles próprios sentem nojo em Te tocar. Meu terno Jesus, já estás fora da corrente. O meu coração não aguenta ao ver-Te assim molhado por estas águas inquinadas; vejo que Tu tremes todo da cabeça aos pés por causa do frio; aquilo que não fazes com a voz, fá-lo com os olhos, olhando à tua volta, para ver se vês alguém que Te enxugue, Te limpe, e Te aqueça; mas em vão, ninguém tem piedade de Ti, os inimigos fazem troça de Ti e escarnecem-Te, os Teus abandonaram-Te, a doce Mãe está longe, porque o Pai assim o permite! Ó Jesus, eis-me aqui, vem aos meus braços, quero chorar tanto ao ponto de ter água suficiente para Te lavar, quero limpar e arranjar os Teus cabelos todos em desalinho, com as minhas mãos. Meu Amor, quero fechar-Te no meu coração, para Te aquecer com o calor dos meus afetos, perfumar-Te com os meus desejos santos, reparar todas estas ofensas e dar a minha vida, juntamente, com a Tua para salvar todas as almas. Quero oferecer-Te o meu coração como lugar de repouso, para Te refazer, de qualquer forma, pelas penas sofridas até agora e depois retomaremos juntos o caminho da Tua Paixão. Reflexões práticas Nesta hora, Jesus entregou-se à mercê dos Seus inimigos, os quais chegaram ao ponto de O lançar na corrente Cédron; mas, o amante Jesus olha-os a todos com amor, suportando tudo por amor deles. E nós entregamo-nos à mercê da Vontade de Deus? Nas nossas fraquezas e quedas, estamos prontos a levantarmo-nos, para nos lançarmos nos braços de Jesus? O Jesus atormentado foi deitado na corrente Cédron, experimentando asfixia, náusea e horror. E nós detestamos qualquer mancha ou sombra de pecado? Nós estamos prontos a
DA MEIA-NOITE À 1 DA MADRUGADA. A PRISÃO DE JESUS.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DA MEIA-NOITE À 1 DA MADRUGADA: A PRISÃO DE JESUS. Ó meu Jesus, já é meia-noite; sentes que os inimigos se aproximam, e Tu, restabelecido e enxugando-Te o Sangue, fortalecido pelos confortos recebidos, vais de novo ter com os Teus discípulos. Chama-los, exorta-los e toma-los conTigo, e vais ao encontro dos inimigos, querendo reparar com a Tua prontidão a minha lentidão, indolência e preguiça no agir e no sofrer por teu amor. Mas, ó meu amável Jesus, meu Bem, que cena comovente eu vejo! Encontras por primeiro o Judas desleal, o qual, aproximando-se de Ti e lançando-Te os braços ao pescoço, Te saúda e beija; e, Tu, Amor estremosíssimo, não desdenhas beijar aqueles lábios infernais, abraça-lo e estreita-lo ao Coração, querendo arrebata-lo do Inferno e dando-lhe sinais de novo amor. Meu Jesus, como é possível não Te amar? A ternura do Teu Amor é tanta que deveria arrebatar cada coração a amar-Te, porém não Te amam! E Tu, ó meu Jesus, neste beijo de Judas, suportando-o, reparas as traições, os fingimentos, os enganos sob a aparência de amizade e de santidade, especialmente dos Sacerdotes. Afinal, o Teu beijo, manifesta que a nenhum pecador, desde que venha a Ti com humildade, negarás o Teu perdão. Meu terníssimo Jesus, Tu entregas-Te nas mãos dos Teus inimigos, dando-lhes poder para Te fazerem sofrer aquilo que eles quiserem. Também eu, ó meu Jesus, me entrego nas Tuas mãos, a fim de que, livremente, Tu possas fazer de mim aquilo que mais Te agradar; e, juntamente, conTigo quero seguir a Tua Vontade, as Tuas reparações e sofrer as Tuas penas. Quero estar sempre perto de Ti, para fazer com que não haja nem sequer uma ofensa que eu não repare, amargura que eu não suavize, escarros e bofetões que Tu recebas que não sejam seguidos de um beijo e carícia minha. Nas quedas que darás, as minhas mãos estarão sempre prontas para Te ajudarem a levantares-Te. Deste modo, ó meu Jesus, quero estar sempre conTigo, nem sequer um minuto Te quero deixar sozinho; e para ter maior certeza, coloca dentro de Ti e eu estarei na Tua mente, nos Teus olhares, no Teu Coração e totalmente em Ti, para fazer com que aquilo que Tu fazes, o possa fazer também eu. Assim, poderei fazer-Te fiel companhia e nada me poderá escapar das Tuas penas, para Te dar, por tudo, a minha retribuição de amor. Meu amável Bem, estarei ao teu lado para Te defender, para aprender os Teus ensinamentos, para numerar, uma a uma, todas as Tuas palavras. Ah, como desce suave ao meu coração a palavra que dirigiste a Judas: – “Amigo, a que vieste?”, e sinto que também a mim diriges a mesma palavra, não me chamando amigo, mas, com o doce nome de filho: – “Filho, a que vieste?”, para que sintas responder-Te: – “Jesus, a amar-Te”. “A que vieste?”, repetes-me quando acordo de manhã; “A que vieste?”, se rezo; “A que vieste?”, repetes-me da Hóstia Santa, quando Te recebo no meu coração. Que belo chamamento para mim e para todos! Mas, quantos ao Teu “A que vieste?”, respondem: “Venho para Te ofender!” Outros, fingindo não Te sentir, entregam-se a toda a espécie de pecados e respondem ao Teu “A que vieste?”, com o andar ao Inferno! Quanto me compadeço de Ti, ó meu Jesus! Quereria tomar as próprias cordas com as quais, os Teus inimigos, estão para Te prender, para prender estas almas e poupar-Te este sofrimento. Mas, enquanto vais ao encontro dos Teus inimigos, sinto de novo a Tua voz terníssima que diz: – Quem procurais?”, e aqueles respondem: – “Jesus, o Nazareno”, e Tu respondes-lhes: – “Sou Eu”. Apenas, com estas palavras, Tu dizes tudo e dás-Te a conhecer por aquilo que és, tanto que os Teus inimigos tremem e caem por terra como mortos; e Tu, Amor que não tens igual, repetindo de novo: – “Sou Eu”, chama-los à vida, e Tu próprio Te entregas nas mãos dos inimigos. E eles pérfidos e ingratos, em vez de caírem humilhados e ofegantes aos Teus pés e pedir-Te perdão, abusando da Tua bondade e desprezando as Tuas graças e prodígios, deitam-Te as mãos e com cordas e correntes prendem-Te, amarram-Te, deitam-Te por terra, pisam-Te, arrancam-Te os cabelos, e Tu, com paciência inaudita silencias, sofres e reparas as ofensas daqueles que, apesar dos milagres, não cedem à Tua Graça e se obstinam ainda mais. Com as cordas e correntes, pedes ao Pai a graça de despedaçar as correntes das nossas culpas e prendes-nos com a doce cadeia do amor. E corriges amorosamente Pedro, que quer defender-Te chegando mesmo a cortar a orelha a Malco; desta forma, queres reparar as obras boas realizadas sem a santa prudência ou que por demasiado zelo caem no pecado. Meu pacientíssimo Jesus, estas cordas e correntes parecem que comunicam algo de mais belo à Tua Pessoa Divina: a Tua fronte torna-se mais Majestosa, a tal ponto de chamar a atenção dos Teus próprios inimigos, os Teus olhos brilham com mais luz, o Teu Rosto Divino assume uma paz e doçura suprema, ao ponto de enamorar os Teus próprios algozes; com as Tuas palavras suaves e penetrantes, ainda que poucas, fá-los tremer, tanto que, se ousam ofender-Te é porque Tu mesmo o permites. Ó Amor acorrentado e preso, como posso permitir que Tu estejas preso por mim, amando-me assim mais, e eu, Tua pequena filha, sem correntes? Não, não, com as Tuas mãos Santíssimas prende-me com as Tuas próprias correntes. Por isso, enquanto beijo a Tua fronte divina, prende todos os meus pensamentos, os olhos, os ouvidos, a língua, o coração, os meus afetos e a mim todo e, juntamente, prende todas as criaturas, a fim de que, sentindo a doçura das Tuas amorosas correntes, não ousem mais ofender-Te. Meu doce Bem, já é uma hora. A mente começa a adormecer: farei o possível para me manter acordado, mas se o sono me surpreender, fico em Ti para seguir aquilo que Tu fazes, antes fá-lo-ás Tu por mim. Em Ti, deixo os meus pensamentos, para Te defenderem
DAS 11 À MEIA-NOITE. A TERCEIRA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 11 À MEIA-NOITE: A TERCEIRA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI Oração antes de cada hora Oração de preparação para antes de cada hora de agonia no Horto Meu amável Bem, o meu coração já não aguenta mais; olho para Ti e vejo que continuas a agonizar. De todo o Teu corpo escorrem rios de sangue, com tanta abundância que, não Te aguentando mais em pé, cais num mar de sangue. Ó meu Amor, parte-se-me o coração ao ver-Te tão débil e sem forças! O Teu adorável rosto e as Tuas mãos criadoras tocam a terra e mancham-se de sangue; parece-me que aos rios de iniquidade, que as criaturas Te mandam, Tu queres dar em troca rios de sangue, para que as suas culpas fiquem afogadas nele e, com ele, dar a cada uma o rescrito do Teu perdão. Mas, ó meu Jesus, levanta-Te, o Teu sofrimento é demasiado; ao Teu Amor, basta até aqui! E enquanto parece que o meu amável Jesus morre no próprio Sangue, o Amor dá-Lhe nova vida. Vejo-O mover-se com dificuldade; levanta-se, e ensopado de sangue e de lama, parece que quer caminhar, e, não tendo forças, arrasta-se com dificuldade. Minha dócil Vida, deixa que Te leve nos meus braços. Porventura, vais ter com os Teus queridos discípulos? Mas, qual não é a dor do Teu adorável Coração ao vê-los de novo a dormir! E Tu, com a voz fraca e a tremer, chama-los: “Meus filhos, não durmais! A hora está próxima. Não vedes em que estado Me encontro? Ajudai-Me, não Me abandoneis, nestas últimas horas!” E, vacilando, estás para cair junto deles, entretanto, João estende os braços, para Te amparar. Estás tão irreconhecível que, se não fosse pela suavidade e doçura da Tua voz, não Te teriam reconhecido. Depois de lhes teres recomendando a vigilância e a oração, regressas ao Horto, mas com uma segunda chaga no Coração. Meu Bem, nesta chaga vejo todas as culpas daquelas almas que, apesar das manifestações dos Teus dons, beijos e carícias, na noite da prova, esquecendo o Teu Amor e os Teus dons, permanecem como que sonolentas e adormecidas, perdendo assim o espírito de oração e de vigilância. Porém, meu Jesus, é verdade que, depois de Te ter visto e saboreado os Teus dons, permanecer privados e resistir, é preciso muita força; só um milagre pode fazer com que tais almas resistam à prova. Por isso, enquanto me compadeço de Ti, por causa destas almas, cujas negligências, leviandades e ofensas são as mais amargas ao Teu Coração, peço-Te que, se elas vierem a dar um só passo que Te possa desagradar, ainda que minimamente, rodeia-as de tanta Graça, de forma a detê-las, para que não percam o espírito de oração contínua! Meu amável Jesus, de regresso ao Horto, parece-me que Tu já não podes mais; elevas para o Céu o rosto coberto de sangue e de terra e repetes pela terceira vez: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice. Pai Santo, ajuda-Me! Tenho necessidade de conforto! É verdade que, por causa das culpas que tomei sobre Mim, Me tornei repugnante, desagradável, o último dos homens, diante da Tua Majestade infinita; a Tua Justiça está descontente coMigo; mas, olha-Me, ó Pai, sou sempre Teu Filho, que formo uma só coisa conTigo. Ó Pai, tem piedade, ajuda-Me! Não Me deixes sem conforto!” Depois, ó meu doce Bem, parece-me que Te ouço chamar a Tua querida Mãe, para que venha em teu auxílio: “Terna Mãe, estreita-Me nos Teus braços como Me abraçavas quando era Criança! Dá-Me aquele leite com que Me amamentavas, para Me restabelecer e Me aliviar as amarguras da Minha agonia. Dá-Me o Teu Coração, que constituía toda a Minha alegria. Minha Mãe, Madalena, queridos Apóstolos, vós todos que Me amais, ajudai-Me, confortai-Me. Não Me deixeis sozinho nestes últimos momentos; fazei todos uma coroa em meu redor; dai-Me como conforto a vossa companhia e o vosso amor!” Jesus, meu Amor, quem poderá resistir ao ver-Te nestes apuros? Qual será o coração, por mais empedernido que seja, que não se comova ao ver-Te tão afogado em sangue? Quem é que não derramará torrentes de lágrimas amargas ao escutar as Tuas palavras dolorosas, que pedem auxílio e conforto? Meu Jesus, consola-Te, vejo que o Pai Te envia um Anjo, a fim de Te confortar e Te ajudar a sair deste estado, para que Te entregues nas mãos dos judeus; e enquanto estás com o Anjo, eu girarei pelo Céu e pela terra. Tu permitir-me-ás que tome este Sangue que Tu derramaste, a fim de que o possa dar a todos os homens, como penhor de salvação de cada um e trazer-Te em troca, para teu conforto, os seus afetos, palpitações, pensamentos, passos e obras. Minha Mãe Celeste, venho ter conTigo, para irmos junto de todas as almas, para lhes darmos o Sangue de Jesus. Querida Mãe, Jesus quer ser confortado, e o conforto maior que Lhe podemos dar é levar-Lhe almas. Madalena, acompanha-nos! Anjos, vinde todos ver em que estado se encontra Jesus! Ele quer conforto de todos, e é tal e tanto o abatimento, no qual se encontra, que não afasta ninguém. Meu Jesus, enquanto bebes o cálice repleto de intensas amarguras que o Pai Celeste Te mandou, sinto que suspiras, gemes e deliras ainda mais e com voz sufocada dizes: “Ó almas, ó almas, vinde, aliviai-Me! Entrai na Minha Humanidade; quero-vos, desejo-vos! Não sejais surdas à Minha voz, não torneis vãos os Meus desejos ardentes, o Meu Sangue, o Meu Amor, as Minhas penas! Vinde, ó almas, vinde!” Meu Jesus delirante, cada um dos Teus gemidos e suspiros é uma ferida para o meu coração que não me dá paz; por isso, faço meu o Teu Sangue, o Teu Querer, o Teu zelo ardente, o Teu Amor e, girando céu e terra, quero ir junto de todas as almas, para lhes dar o Teu Sangue como penhor da sua salvação e trazê-las junto de Ti, para saciar os Teus desejos
DAS 10 ÀS 11 DA NOITE. A SEGUNDA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 10 ÀS 11 DA NOITE: A SEGUNDA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI Oração antes de cada hora Oração de preparação para antes de cada Hora de agonia no Horto Ó meu amável Jesus, já passou uma hora desde que chegaste a este Horto. O amor adquiriu a primazia sobre tudo, fazendo-Te sofrer ao mesmo tempo, tudo aquilo que os algozes Te farão sofrer durante toda a Tua dolorosa Paixão; antes, supre e chega mesmo a fazer-Te sofrer aquilo que eles não conseguem fazer, nas partes mais íntimas da tua Divina Pessoa. Ó meu Jesus, vejo que os Teus passos são vacilantes, no entanto queres caminhar. Diz-me, ó meu Bem, aonde queres ir? Ah, já sei: queres ir ao encontro dos Teus discípulos amados. Também eu quero acompanhar-Te, para Te amparar, caso Tu vaciles. Ó meu Jesus, mais uma amargura para o Teu Coração: eles estão a dormir, e Tu, sempre compassivo, chama-los, acorda-los e, com amor paterno, admoesta-los e recomendas-lhes que vigiem e rezem. Mas, ao regressares ao Horto, trazes conTigo outra ferida no Coração e nesta ferida vejo, ó meu Amor, todas as feridas que Te causam as almas a Ti consagradas que, quer por tentação, por falta de coragem ou por falta de mortificação, em vez de se unirem a Ti, de vigiarem e de rezarem, se entregam a si mesmas e, adormecidas, em vez de progredir no amor para conTigo, recuam. Ó Amor Apaixonado, quanta compaixão tenho de Ti, reparo-Te por todas as ingratidões daqueles que Te são mais fiéis. Estas são as ofensas que mais entristecem o Teu adorável Coração e a Tua amargura é tanta que Te fazem delirar. Ó Amor sem limites, o Teu Amor, que sentes ferver nas veias, vence tudo e esquece tudo. Vejo-Te prostrado por terra a rezar. Em tudo, procuras glorificar o Pai, ofereces-Te e reparas todas as ofensas que Ele recebe das criaturas. Ó meu Jesus, também eu me prostro, juntamente, conTigo e quero fazer o mesmo que Tu fazes. Ó Jesus, delícia do meu coração, vejo que a multidão de todos os pecados, as nossas misérias, as nossas fraquezas, os maiores delitos, as ingratidões mais negras, vêm ao teu encontro, caem sobre Ti, esmagam-Te, ferem-Te, pungem-Te, e Tu, o que fazes? O sangue que Te ferve nas veias, faz frente a todas estas ofensas, rompe as veias e, como um vasto rio, sai para fora, banha-Te todo, corre por terra e, em troca de ofensas, dás Sangue, e em troca de morte, Vida. Ah, Amor, a que estado Te vejo reduzido! Parece que expiras. Ó meu Bem, doce Vida minha, não morras! Ergue a Tua face desta terra que banhaste com o Teu Santíssimo Sangue! Vem aos meus braços! Faz com que eu morra na tua vez! Mas, sinto a voz trémula e moribunda do meu Jesus, que diz: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice; porém não se faça a Minha Vontade, mas a Tua”. É já a segunda vez que ouço o meu Jesus dizer isto. Mas, o que é que me fazes entender ao dizer: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice”? Ó Jesus, vês todas as rebeliões das criaturas; aquele “Fiat Voluntas Tua”, aquele “Seja feita a Tua Vontade”, que devia ser a Vida de cada criatura, vê-lo rejeitado por quase todas as criaturas e em vez de encontrarem a Vida encontram a morte; e Tu, querendo dar Vida a todos ao fazer uma solene reparação ao Pai, pelas rebeldias das criaturas, repetes três vezes: “Pai, se é possível afaste de Mim este cálice, que é ver as almas perdidas quando se subtraem da Nossa Vontade. Este cálice para Mim é muito amargo; porém não se faça a Minha Vontade, mas a Tua”. Mas, ao dizeres isto, a Tua amargura é tanta, que não podes mais, agonizas e estás quase para dar o último suspiro. Ó meu Jesus, meu Bem, já que estás nos meus braços, quero também eu unir-me a Ti, quero compadecer-me de Ti e reparar-Te de todas as faltas e pecados que se cometem contra o Teu Santo Querer e ao mesmo tempo pedir-Te que, em tudo, eu faça sempre a Tua Santíssima Vontade. A Tua Vontade seja a minha respiração, o meu ar; a Tua Vontade seja a minha palpitação, o meu coração, o meu pensamento, a minha vida e a minha morte. Mas, não morras! O que farei sem Ti? A quem recorrerei? Quem me ajudará? Tudo acabará para mim! Não me deixes, tem-me conTigo, como Tu quiseres, mas tem-me conTigo, sempre conTigo! Que não aconteça, nem sequer por um instante, ficar separado de Ti! Deixa-me, antes, consolar-Te, reparar-Te, compadecer-Te por todos, porque vejo que todos os pecados, seja qual for a sua espécie, todos pesam sobre Ti. Por isso, meu Amor, beijo a Tua Santíssima Cabeça. Mas, o que vejo? Todos os maus pensamentos que Te causam horror. Cada mau pensamento é um espinho que fere acerbamente a Tua cabeça. Ah, não é necessária a coroa de espinhos que os Judeus te colocarão! Quantas coroas de espinhos Te colocam sobre a cabeça adorável os maus pensamentos das criaturas, a tal ponto que o sangue escorre por todas as partes, da testa e dos cabelos! Jesus, tenho compaixão de Ti e quereria colocar-Te outras tantas coroas de glória e, para Te aliviar, ofereço-Te todas as inteligências angélicas e a Tua própria Inteligência, para Te oferecer compaixão e reparação por todos. Ó Jesus, beijo os Teus Olhos piedosos e neles vejo todos os olhares maléficos das criaturas que fazem escorrer lágrimas de sangue pelo Teu rosto. Tenho compaixão de Ti e quereria mitigar a Tua vista, colocando na Tua presença todos os prazeres, que se podem encontrar no Céu e na terra com a Tua união de amor. Ó Jesus, meu Bem, beijo os Teus Santíssimos Ouvidos. Mas, o que é que ouço? Neles, escuto o eco das blasfémias horríveis, os gritos de vingança e de maledicência. Não há nenhuma


