DAS 11 À MEIA-NOITE. A TERCEIRA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 11 À MEIA-NOITE: A TERCEIRA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI Oração antes de cada hora Oração de preparação para antes de cada hora de agonia no Horto Meu amável Bem, o meu coração já não aguenta mais; olho para Ti e vejo que continuas a agonizar. De todo o Teu corpo escorrem rios de sangue, com tanta abundância que, não Te aguentando mais em pé, cais num mar de sangue. Ó meu Amor, parte-se-me o coração ao ver-Te tão débil e sem forças! O Teu adorável rosto e as Tuas mãos criadoras tocam a terra e mancham-se de sangue; parece-me que aos rios de iniquidade, que as criaturas Te mandam, Tu queres dar em troca rios de sangue, para que as suas culpas fiquem afogadas nele e, com ele, dar a cada uma o rescrito do Teu perdão. Mas, ó meu Jesus, levanta-Te, o Teu sofrimento é demasiado; ao Teu Amor, basta até aqui! E enquanto parece que o meu amável Jesus morre no próprio Sangue, o Amor dá-Lhe nova vida. Vejo-O mover-se com dificuldade; levanta-se, e ensopado de sangue e de lama, parece que quer caminhar, e, não tendo forças, arrasta-se com dificuldade. Minha dócil Vida, deixa que Te leve nos meus braços. Porventura, vais ter com os Teus queridos discípulos? Mas, qual não é a dor do Teu adorável Coração ao vê-los de novo a dormir! E Tu, com a voz fraca e a tremer, chama-los: “Meus filhos, não durmais! A hora está próxima. Não vedes em que estado Me encontro? Ajudai-Me, não Me abandoneis, nestas últimas horas!” E, vacilando, estás para cair junto deles, entretanto, João estende os braços, para Te amparar. Estás tão irreconhecível que, se não fosse pela suavidade e doçura da Tua voz, não Te teriam reconhecido. Depois de lhes teres recomendando a vigilância e a oração, regressas ao Horto, mas com uma segunda chaga no Coração. Meu Bem, nesta chaga vejo todas as culpas daquelas almas que, apesar das manifestações dos Teus dons, beijos e carícias, na noite da prova, esquecendo o Teu Amor e os Teus dons, permanecem como que sonolentas e adormecidas, perdendo assim o espírito de oração e de vigilância. Porém, meu Jesus, é verdade que, depois de Te ter visto e saboreado os Teus dons, permanecer privados e resistir, é preciso muita força; só um milagre pode fazer com que tais almas resistam à prova. Por isso, enquanto me compadeço de Ti, por causa destas almas, cujas negligências, leviandades e ofensas são as mais amargas ao Teu Coração, peço-Te que, se elas vierem a dar um só passo que Te possa desagradar, ainda que minimamente, rodeia-as de tanta Graça, de forma a detê-las, para que não percam o espírito de oração contínua! Meu amável Jesus, de regresso ao Horto, parece-me que Tu já não podes mais; elevas para o Céu o rosto coberto de sangue e de terra e repetes pela terceira vez: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice. Pai Santo, ajuda-Me! Tenho necessidade de conforto! É verdade que, por causa das culpas que tomei sobre Mim, Me tornei repugnante, desagradável, o último dos homens, diante da Tua Majestade infinita; a Tua Justiça está descontente coMigo; mas, olha-Me, ó Pai, sou sempre Teu Filho, que formo uma só coisa conTigo. Ó Pai, tem piedade, ajuda-Me! Não Me deixes sem conforto!” Depois, ó meu doce Bem, parece-me que Te ouço chamar a Tua querida Mãe, para que venha em teu auxílio: “Terna Mãe, estreita-Me nos Teus braços como Me abraçavas quando era Criança! Dá-Me aquele leite com que Me amamentavas, para Me restabelecer e Me aliviar as amarguras da Minha agonia. Dá-Me o Teu Coração, que constituía toda a Minha alegria. Minha Mãe, Madalena, queridos Apóstolos, vós todos que Me amais, ajudai-Me, confortai-Me. Não Me deixeis sozinho nestes últimos momentos; fazei todos uma coroa em meu redor; dai-Me como conforto a vossa companhia e o vosso amor!” Jesus, meu Amor, quem poderá resistir ao ver-Te nestes apuros? Qual será o coração, por mais empedernido que seja, que não se comova ao ver-Te tão afogado em sangue? Quem é que não derramará torrentes de lágrimas amargas ao escutar as Tuas palavras dolorosas, que pedem auxílio e conforto? Meu Jesus, consola-Te, vejo que o Pai Te envia um Anjo, a fim de Te confortar e Te ajudar a sair deste estado, para que Te entregues nas mãos dos judeus; e enquanto estás com o Anjo, eu girarei pelo Céu e pela terra. Tu permitir-me-ás que tome este Sangue que Tu derramaste, a fim de que o possa dar a todos os homens, como penhor de salvação de cada um e trazer-Te em troca, para teu conforto, os seus afetos, palpitações, pensamentos, passos e obras. Minha Mãe Celeste, venho ter conTigo, para irmos junto de todas as almas, para lhes darmos o Sangue de Jesus. Querida Mãe, Jesus quer ser confortado, e o conforto maior que Lhe podemos dar é levar-Lhe almas. Madalena, acompanha-nos! Anjos, vinde todos ver em que estado se encontra Jesus! Ele quer conforto de todos, e é tal e tanto o abatimento, no qual se encontra, que não afasta ninguém. Meu Jesus, enquanto bebes o cálice repleto de intensas amarguras que o Pai Celeste Te mandou, sinto que suspiras, gemes e deliras ainda mais e com voz sufocada dizes: “Ó almas, ó almas, vinde, aliviai-Me! Entrai na Minha Humanidade; quero-vos, desejo-vos! Não sejais surdas à Minha voz, não torneis vãos os Meus desejos ardentes, o Meu Sangue, o Meu Amor, as Minhas penas! Vinde, ó almas, vinde!” Meu Jesus delirante, cada um dos Teus gemidos e suspiros é uma ferida para o meu coração que não me dá paz; por isso, faço meu o Teu Sangue, o Teu Querer, o Teu zelo ardente, o Teu Amor e, girando céu e terra, quero ir junto de todas as almas, para lhes dar o Teu Sangue como penhor da sua salvação e trazê-las junto de Ti, para saciar os Teus desejos
DAS 10 ÀS 11 DA NOITE. A SEGUNDA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 10 ÀS 11 DA NOITE: A SEGUNDA HORA DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI Oração antes de cada hora Oração de preparação para antes de cada Hora de agonia no Horto Ó meu amável Jesus, já passou uma hora desde que chegaste a este Horto. O amor adquiriu a primazia sobre tudo, fazendo-Te sofrer ao mesmo tempo, tudo aquilo que os algozes Te farão sofrer durante toda a Tua dolorosa Paixão; antes, supre e chega mesmo a fazer-Te sofrer aquilo que eles não conseguem fazer, nas partes mais íntimas da tua Divina Pessoa. Ó meu Jesus, vejo que os Teus passos são vacilantes, no entanto queres caminhar. Diz-me, ó meu Bem, aonde queres ir? Ah, já sei: queres ir ao encontro dos Teus discípulos amados. Também eu quero acompanhar-Te, para Te amparar, caso Tu vaciles. Ó meu Jesus, mais uma amargura para o Teu Coração: eles estão a dormir, e Tu, sempre compassivo, chama-los, acorda-los e, com amor paterno, admoesta-los e recomendas-lhes que vigiem e rezem. Mas, ao regressares ao Horto, trazes conTigo outra ferida no Coração e nesta ferida vejo, ó meu Amor, todas as feridas que Te causam as almas a Ti consagradas que, quer por tentação, por falta de coragem ou por falta de mortificação, em vez de se unirem a Ti, de vigiarem e de rezarem, se entregam a si mesmas e, adormecidas, em vez de progredir no amor para conTigo, recuam. Ó Amor Apaixonado, quanta compaixão tenho de Ti, reparo-Te por todas as ingratidões daqueles que Te são mais fiéis. Estas são as ofensas que mais entristecem o Teu adorável Coração e a Tua amargura é tanta que Te fazem delirar. Ó Amor sem limites, o Teu Amor, que sentes ferver nas veias, vence tudo e esquece tudo. Vejo-Te prostrado por terra a rezar. Em tudo, procuras glorificar o Pai, ofereces-Te e reparas todas as ofensas que Ele recebe das criaturas. Ó meu Jesus, também eu me prostro, juntamente, conTigo e quero fazer o mesmo que Tu fazes. Ó Jesus, delícia do meu coração, vejo que a multidão de todos os pecados, as nossas misérias, as nossas fraquezas, os maiores delitos, as ingratidões mais negras, vêm ao teu encontro, caem sobre Ti, esmagam-Te, ferem-Te, pungem-Te, e Tu, o que fazes? O sangue que Te ferve nas veias, faz frente a todas estas ofensas, rompe as veias e, como um vasto rio, sai para fora, banha-Te todo, corre por terra e, em troca de ofensas, dás Sangue, e em troca de morte, Vida. Ah, Amor, a que estado Te vejo reduzido! Parece que expiras. Ó meu Bem, doce Vida minha, não morras! Ergue a Tua face desta terra que banhaste com o Teu Santíssimo Sangue! Vem aos meus braços! Faz com que eu morra na tua vez! Mas, sinto a voz trémula e moribunda do meu Jesus, que diz: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice; porém não se faça a Minha Vontade, mas a Tua”. É já a segunda vez que ouço o meu Jesus dizer isto. Mas, o que é que me fazes entender ao dizer: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice”? Ó Jesus, vês todas as rebeliões das criaturas; aquele “Fiat Voluntas Tua”, aquele “Seja feita a Tua Vontade”, que devia ser a Vida de cada criatura, vê-lo rejeitado por quase todas as criaturas e em vez de encontrarem a Vida encontram a morte; e Tu, querendo dar Vida a todos ao fazer uma solene reparação ao Pai, pelas rebeldias das criaturas, repetes três vezes: “Pai, se é possível afaste de Mim este cálice, que é ver as almas perdidas quando se subtraem da Nossa Vontade. Este cálice para Mim é muito amargo; porém não se faça a Minha Vontade, mas a Tua”. Mas, ao dizeres isto, a Tua amargura é tanta, que não podes mais, agonizas e estás quase para dar o último suspiro. Ó meu Jesus, meu Bem, já que estás nos meus braços, quero também eu unir-me a Ti, quero compadecer-me de Ti e reparar-Te de todas as faltas e pecados que se cometem contra o Teu Santo Querer e ao mesmo tempo pedir-Te que, em tudo, eu faça sempre a Tua Santíssima Vontade. A Tua Vontade seja a minha respiração, o meu ar; a Tua Vontade seja a minha palpitação, o meu coração, o meu pensamento, a minha vida e a minha morte. Mas, não morras! O que farei sem Ti? A quem recorrerei? Quem me ajudará? Tudo acabará para mim! Não me deixes, tem-me conTigo, como Tu quiseres, mas tem-me conTigo, sempre conTigo! Que não aconteça, nem sequer por um instante, ficar separado de Ti! Deixa-me, antes, consolar-Te, reparar-Te, compadecer-Te por todos, porque vejo que todos os pecados, seja qual for a sua espécie, todos pesam sobre Ti. Por isso, meu Amor, beijo a Tua Santíssima Cabeça. Mas, o que vejo? Todos os maus pensamentos que Te causam horror. Cada mau pensamento é um espinho que fere acerbamente a Tua cabeça. Ah, não é necessária a coroa de espinhos que os Judeus te colocarão! Quantas coroas de espinhos Te colocam sobre a cabeça adorável os maus pensamentos das criaturas, a tal ponto que o sangue escorre por todas as partes, da testa e dos cabelos! Jesus, tenho compaixão de Ti e quereria colocar-Te outras tantas coroas de glória e, para Te aliviar, ofereço-Te todas as inteligências angélicas e a Tua própria Inteligência, para Te oferecer compaixão e reparação por todos. Ó Jesus, beijo os Teus Olhos piedosos e neles vejo todos os olhares maléficos das criaturas que fazem escorrer lágrimas de sangue pelo Teu rosto. Tenho compaixão de Ti e quereria mitigar a Tua vista, colocando na Tua presença todos os prazeres, que se podem encontrar no Céu e na terra com a Tua união de amor. Ó Jesus, meu Bem, beijo os Teus Santíssimos Ouvidos. Mas, o que é que ouço? Neles, escuto o eco das blasfémias horríveis, os gritos de vingança e de maledicência. Não há nenhuma
ORAÇÃO DE PREPARAÇÃO. AS TRÊS HORAS DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI. ORAÇÃO DE PREPARAÇÃO.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. AS TRÊS HORAS DE AGONIA NO HORTO DO GETSÉMANI. ORAÇÃO DE PREPARAÇÃO Ó meu Jesus, Divino Redentor, leva-me conTigo e com os Teus três caros Apóstolos, para assistir à Tua agonia no Horto do Getsémani. Advertida pela doce repreensão que Tu deste a Pedro e aos outros Discípulos adormecidos, quero vigiar, ao menos, uma hora conTigo no Getsémani; quero sentir ao menos uma dilaceração do Teu coração agonizante, um hálito da Tua respiração aflita. Quero fixar o meu olhar sobre o Teu rosto Divino e contemplar como empalidece, se perturba, se angustia e se curva até ao chão. Ó meu Jesus sofredor, vejo, agora, como a Tua pessoa vacila de um lado para o outro e por fim cai, como as Tuas mãos endurecidas se entrelaçam. Começo a ouvir os gemidos, os gritos de amor e de dor incompreensível que elevas ao Céu. Ó meu Jesus agonizante no Horto do Getsémani, nesta hora em que Te faço companhia, faz correr sobre mim, um regato, uma aspersão daquele adorável Sangue que corre, como torrentes, de todos os Teus membros adoráveis. Ó rio de Sangue Preciosíssimo do meu Sumo Bem, que agoniza por mim, que eu te sorva, te beba até à última gota, e conTigo sorva e beba um sorvo, ao menos, do cálice amargo do Dileto, e sinta dentro de mim as penas do Seu Divino Coração, antes, sinta partir-se-me o coração pelo arrependimento por ter ofendido o meu Senhor, que por mim passa por uma agonia de morte. Ah, meu Jesus! Dá-me a graça, ajuda-me a sofrer, a suspirar e a chorar conTigo, ao menos uma só hora no Jardim das Oliveiras! Ó Maria, Mãe Dolorosa, faz-me sentir a compaixão do Teu coração trespassado, por Jesus agonizante no Getsémani. Assim seja. Distribuição das Horas “Julgo que quem as meditar se é pecador, se converterá; se é imperfeito, tornar-se-á perfeito; se é santo, será mais santo; se é tentado, triunfará; se é sofredor, encontrará nestas Horas a força, o remédio e o conforto; e se a sua alma é frágil e pobre, encontrará o alimento espiritual e um espelho para se contemplar, continuamente.” As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Últimas pubicações As 24 hs. da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo BENEFÍCIOS QUE SE OBTÊM ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO OS ESCRITOS DA SERVA DE… DAS 4 ÀS 5 DA TARDE. A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA. DAS 3 ÀS 4 DA TARDE. JESUS MORTO É TRESPASSADO COM UM GOLPE DE LANÇA. Carregar mais Fim
ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO PARA DEPOIS DE CADA HORA DE AGONIA NO HORTO.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO PARA DEPOIS DE CADA HORA DE AGONIA NO HORTO Ó meu dulcíssimo Senhor, eu Te dou graças, porque Te dignastes ter-me na Tua companhia, por um momento, na Tua tremenda agonia no Horto. Ai, ó meu Bom Jesus, como foi pouco o conforto que pudeste encontrar em mim! Mas, o Teu Amor infinito e a super-abundância da caridade do Teu piedoso Coração, levam-Te a encontrar alívio, mesmo no mínimo ato de compaixão que a criatura Te demonstra. Ah, nunca mais se me apagará da vista a tua adorável pessoa a tremer, abatida, humilhada no pó e toda cheia de suor de Sangue no horror profundo do Getsémani. Ó Jesus, eu experimentei, que o estar conTigo no sofrimento, o sentir também uma gota da amargura angustiante do Teu Divino Coração, é a sorte maior que se pode ter sobre esta terra. Ó Jesus, com generosidade renuncio às coisas terrenas e passageiras; só Te quero a Ti, ó meu Senhor oprimido, sofredor e aflito. Do Horto ao Calvário, quero fazer-Te fiel e doce companhia. Ó Jesus, faz-me prender e, comparecer conTigo nos tribunais; faz-me tomar parte nos ultrajes, nos insultos, nos escarros, nos socos com os quais os teus inimigos Te cobrirão. Conduz-me, conTigo, de Pilatos para Herodes e de Herodes para Pilatos. Prende-me, contigo, à coluna e faz-me sentir uma parte dos Teus flagelos; Jesus, dá-me alguns dos teus espinhos para que me trespassem. Faz com que eu seja condenada, conTigo, a morrer crucificada: Tu como vítima de amor por mim, e eu como Tua vítima de expiação pelos meus pecados. Dá-me a sorte do Cireneu, para Te seguir até ao Calvário, e ali faz com que eu seja pregada sobre a Cruz e conTigo agonize e morra. Ó Mãe Dolorosa, que me ajudaste a ter compaixão de Jesus agonizante no Horto, ajuda-me a estar conTigo crucificada sobre a mesma Cruz de Jesus, e de Lhe saber oferecer as mais dignas reparações com os próprios méritos da Sua Paixão e Morte de Cruz. Assim seja Distribuição das Horas “Julgo que quem as meditar se é pecador, se converterá; se é imperfeito, tornar-se-á perfeito; se é santo, será mais santo; se é tentado, triunfará; se é sofredor, encontrará nestas Horas a força, o remédio e o conforto; e se a sua alma é frágil e pobre, encontrará o alimento espiritual e um espelho para se contemplar, continuamente.” As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Últimas pubicações As 24 hs. da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo BENEFÍCIOS QUE SE OBTÊM ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO DA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO OS ESCRITOS DA SERVA DE… DAS 4 ÀS 5 DA TARDE. A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA. DAS 3 ÀS 4 DA TARDE. JESUS MORTO É TRESPASSADO COM UM GOLPE DE LANÇA. DAS 2 ÀS 3 DA TARDE.TERCEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. QUINTA, SEXTA E SÉTIMA PALAVRA DE JESUS. A MORTE… Carregar mais Fim
DAS 9 ÀS 10 DA NOITE. A PRIMEIRA HORA DE AGONIA NO JARDIM DO GETSÉMANI.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 9 ÀS 10 DA NOITE: A PRIMEIRA HORA DE AGONIA NO JARDIM DO GETSÉMANI Oração antes de cada hora Oração de preparação para antes de cada Hora de agonia no Horto Meu Jesus aflito, sinto-me atraído por este Jardim como que por uma corrente elétrica. Compreendo que Tu, íman potente do meu coração ferido, me chamas e eu corro, pensando para comigo: O que é que sinto em mim que me atrai com tanto amor? Ah, talvez seja o meu Jesus perseguido que, encontrando-se em tal estado de amargura, sente a necessidade da minha companhia. E eu corro. Mas, ao entrar neste Horto sinto-me aterrorizado. A obscuridade da noite, a intensidade do frio, o movimento lento das folhas, que como lúgubres vozes anunciam penas, tristezas e morte para o meu aflito Jesus; o doce cintilar das estrelas que, como olhos chorosos, estão todas atentas a olhar e me repreendem pelas minhas ingratidões. E eu tremo e às apalpadelas procuro-O e chamo-O: “Jesus, onde estás? Chamas-me e não Te deixas ver? Chamas-me e escondes-Te?” Tudo é terror, tudo é susto e silêncio profundo. Ponho-me à escuta; sinto uma respiração ofegante e é o próprio Jesus que encontro. Mas, que mudança funesta! Já não é o Jesus amável da Ceia Eucarística, em cujo rosto resplandecia uma beleza deslumbrante e arrebatadora, mas está triste, de uma tristeza mortal tal, ao ponto de desfigurar a Sua beleza natural. Já agoniza, e sinto-me perturbado pensando que, talvez, nunca mais escutarei a Sua voz, porque parece que está a morrer. Por isso, abraço-me aos Seus pés, faço-me destemido, aproximo-me dos Seus braços, coloco a minha mão na Sua fronte para O sustentar e, em voz baixa, chamo-O: “Jesus, Jesus!” E Ele, estremecendo ao som da minha voz, olha para mim e diz-me: “Filha, estás aqui? Estava à tua espera, a tristeza que mais Me oprimia era o abandono total de todos; estava à tua espera para observares as Minhas penas e beberes, juntamente coMigo, o cálice das amarguras, que, em breve, o Pai Celeste Me enviará por meio do Anjo. Bebê-lo-emos juntos, porque não será cálice de conforto, mas de amarguras intensas e sinto a necessidade de que alguma alma amante beba dele ao menos algumas gotas. Por isso, chamei-te, para que tu o aceites e possa dividir contigo as Minhas penas e Me assegures que não Me deixas sozinho no meio de tanto abandono!” Ah, sim, meu aflito Jesus, beberemos juntos o cálice das Tuas amarguras, sofreremos as Tuas penas e nunca me afastarei do pé de Ti! E, o aflito Jesus, sustido por mim, entra em agonia mortal, sofre penas nunca vistas nem compreendidas. E eu, não podendo resistir e querendo compadecer-me d’Ele e aliviá-Lo, digo-Lhe: “Diz-me, porque estás tão triste, aflito e sozinho, neste Horto e nesta noite? É a última noite da Tua Vida sobre a terra; faltam poucas horas para começares a Tua Paixão. Pensava de encontrar pelo menos a Mãe Celeste, a apaixonada Madalena, os Apóstolos fiéis e ao contrário encontro-Te sozinho, no meio de uma tristeza de morte, sem piedade, que não Te faz morrer. Ó meu Bem e meu Tudo, não me respondes? Diz-me alguma coisa! Mas, a tristeza que Te oprime é tanta que parece-me que não tens palavras. Ó meu Jesus, o Teu olhar repleto de luz, sim, mas aflito e indagador, que parece que procuras auxílio, o Teu rosto pálido, os Teus lábios sedentos de amor, a Tua Divina Pessoa, que treme da cabeça aos pés, o Teu Coração que bate com força – e este bater procura almas e causa-Te tal fadiga que parece que de um momento ao outro Tu possas expirar e tudo me diz que Tu estás sozinho e por isso queres a minha companhia. Eis-me aqui, ó Jesus, todo para Ti, juntamente conTigo; porém, não sou capaz de Te ver deitado por terra. Tomo-Te nos meus braços, aperto-Te ao meu coração; quero numerar uma a uma as Tuas angústias, uma a uma as ofensas que se Te fazem presentes e, por tudo, aliviar-Te um pouco, reparar-Te e compadecer-Te. Mas, ó meu Jesus, enquanto Te tenho nos meus braços, os Teus sofrimentos aumentam. Minha Vida, sinto correr nas Tuas veias um fogo, o Teu Sangue parece ferver e quer romper as veias para sair. Meu Amor, diz-me o que tens? Não vejo flagelos, nem espinhos, nem cravos, nem cruz; no entanto, apoiando a minha cabeça sobre o Teu Coração, sinto que espinhos cruéis Te trespassam a cabeça, que flagelos sem piedade não poupam nada, dentro e fora, da Tua Divina Pessoa e que as Tuas mãos estão paralisadas e torcidas mais do que se tivessem os cravos. Meu querido Bem, o que é que tem tanto poder, mesmo no Teu interior, para Te atormentar e fazer-Te morrer tantas vezes, por quantos tormentos Te causa? Ah, parece-me que o bendito Jesus abrindo os Seus lábios débeis e moribundos, me diz: “Minha filha, queres saber o que é que Me atormenta mais que os próprios algozes? Antes, aquilo que eles me farão sofrer é nada comparado com aquilo que sofro agora! É o Amor Eterno que, querendo ter o primado em tudo, Me faz sofrer, tudo de uma só vez e nas partes mais íntimas, aquilo que os algozes Me farão sofrer pouco a pouco. Ah, minha filha, é o Amor que prevalece sobre Mim e em Mim: o Amor para Mim é cravo, flagelo, coroa de espinhos, o Amor é tudo para Mim; o Amor é a Minha Paixão perene, enquanto aquela que Me causarão os homens é passageira. Ah, minha filha, entra no Meu Coração, vem a perder-te no meu Amor e só no meu Amor compreenderás quanto sofri e quanto te amei, e aprenderás a amar-Me e a sofrer só por meu amor”. Ó meu Jesus, já que Tu me chamas a entrar no Teu Coração para ver aquilo que o Amor Te fez sofrer, eu entro, mas, assim que entro vejo logo os portentos
DAS 8 ÀS 9 DA NOITE. A CEIA EUCARÍSTICA.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 8 ÀS 9 DA NOITE: A CEIA EUCARÍSTICA Oração antes de cada hora Meu amável Amor, sempre insaciável no Teu Amor, vejo que ao terminares a ceia oficial Te levantas da mesa, com os Teus queridos discípulos, e, unido a eles, elevas o hino de ação de graças ao Pai, por vos ter dado o alimento, querendo, deste modo, reparar todas as faltas de agradecimento das criaturas, pelos inúmeros meios que nos concede para o sustento da vida corporal. Por isso, ó Jesus, naquilo que fazes, tocas ou vês, tens sempre nos lábios a palavra “Graças Te sejam dadas, ó Pai”. Também eu, ó Jesus, unido a Ti, recebo a palavra dos Teus próprios lábios e direi sempre e em tudo: “Obrigado por mim e por todos”, para continuar a reparação pela falta de agradecimento. O Lava-Pés Mas, ó meu Jesus, o Teu Amor parece que não conhece tréguas. Vejo que fazes sentar de novo os Teus amados discípulos; pegas numa bacia de água, cinges-Te com uma toalha branca e prostras-Te aos pés dos Apóstolos, num gesto tão humilde que chama a atenção de todo o Céu fazendo-o ficar estático. Os próprios Apóstolos permanecem quase imóveis, ao verem-Te prostrado aos seus pés. Mas, meu Amor, diz-me o que queres? O que pretendes com este ato tão humilde? Humildade que nunca se viu e nunca se verá! “Ah, meu filho, quero todas as almas e, prostrado aos seus pés, como pobre mendigo, peço-lhes, importuno-as e, chorando, maquino contra elas insídias de amor, para conquistá-las! Prostrado aos seus pés, com esta bacia de água, misturada com as Minhas lágrimas, quero lavá-las de qualquer imperfeição e prepará-las para Me receberem no Sacramento. Este ato de Me receber na Eucaristia está-Me tanto a peito, que não quero confiar este ofício aos Anjos e nem sequer à Minha querida Mãe, mas Eu mesmo quero purificar, até mesmo as suas fibras mais íntimas, para dispô-las a receber o fruto do Sacramento; e nos Apóstolos tencionava preparar todas as almas. Pretendo reparar todas as obras santas vazias de espírito divino e sem empenho e a administração dos Sacramentos, realizada, sobretudo, pelos sacerdotes com espírito de soberba. Ah, quantas obras boas Me chegam, mais para Me desonrar que para Me honrar! Mais para Me amargurar que para Me satisfazer! Mais para Me matar que para Me dar vida! Estas são as ofensas que mais Me entristecem. Ah, sim, meu filho, enumera todas as ofensas mais íntimas que se fazem contra Mim e repara-Me com as Minhas próprias reparações; consola o Meu Coração amargurado!” Ó meu Bem aflito, faço minha a Tua Vida e, unido a Ti, tenciono reparar-Te todas estas ofensas. Desejo entrar no mais íntimo do Teu Coração Divino e reparar, com o Teu próprio Coração, as ofensas mais íntimas e secretas que recebes dos Teus mais queridos. Ó meu Jesus, quero seguir-Te em tudo. Unido a Ti, quero girar por todas as almas, que Te irão receber na Eucaristia, entrar nos seus corações, colocar as minhas mãos nas Tuas para as purificar Ó Jesus, com estas Tuas lágrimas e água, com a qual lavastes os pés aos Apóstolos, lavemos as almas que Te devem receber, purifiquemos os seus corações, inflamemo-los, sacudamos a poeira com a qual estão manchados, a fim de que recebendo-Te, Tu possas encontrar nelas as Tuas complacências em vez das Tuas amarguras. Porém, ó meu amoroso Bem, enquanto estás todo absorvido a lavar os pés dos Apóstolos, olho para Ti e vejo uma outra dor que dilacera o Teu Santíssimo Coração. Estes Apóstolos representam para Ti todos os futuros filhos da Igreja e, cada um deles, a série de todos os Teus sofrimentos. Em alguns as fraquezas, noutros os enganos; neste as hipocrisias, naquele o amor desmedido aos interesses; em S. Pedro a falta de firmeza e todas as ofensas dos Chefes da Igreja; em S. João as ofensas daqueles que Te são mais fiéis; em Judas todos os apóstatas, com toda a série dos males graves que estes cometem.Ah, o Teu sofrimento é sufocado pela dor e pelo amor, de tal modo que, não podendo resistir mais, Te deténs aos pés de cada um dos Apóstolos e desatas em lágrimas, rezas, reparas, cada uma destas ofensas, e pedes para todos o remédio necessário. Meu Jesus, também eu me uno a Ti; faço minhas as Tuas orações, as Tuas reparações e os Teus remédios necessários para cada alma. Quero misturar as minhas lágrimas com as Tuas, a fim de que Tu nunca mais fiques sozinho, mas eu esteja sempre conTigo, para partilhar as Tuas penas. Mas, ó meu doce Amor, enquanto continuas a lavar os pés aos Apóstolos, vejo que já estás aos pés de Judas. Ouço a Tua respiração ofegante. Vejo que não só choras, mas soluças, e enquanto lavas aqueles pés, beija-los, aperta-los ao Teu Coração e, não podendo falar com a voz, porque sufocada pelo pranto, olha-lo com os olhos rasos de lágrimas e dizes-lhe com o coração: “Meu filho, rogo-te com as vozes das lágrimas, não vás para o Inferno! Dá-Me a tua alma, que ta peço, prostrado aos teus pés. Diz, o que queres? O que pretendes? Dar-te-ei tudo, contanto que não te percas. Poupa-Me esta dor, a Mim, que sou teu Deus!” E voltas a abraçar aqueles pés ao Teu Coração. Mas, vendo a dureza de Judas, o Teu Coração aperta-se e sufoca-se e estás prestes a desfalecer. Ó Jesus, minha Vida, permite-me que Te ampare com os meus braços. Compreendo que estes são os Teus estratagemas amorosos, que usas com cada um dos Teus pecadores obstinados. Ó meu Coração, enquanto me compadeço de Ti e Te reparo as ofensas que recebes das almas, que se obstinam em não querer converter-se, rogo-Te que, juntos, demos a volta à terra e onde houver pecadores obstinados lhes demos as Tuas lágrimas, para que se enterneçam, os Teus beijos e os Teus abraços cheios de amor, para acorrentá-los a Ti, de maneira que
DAS 7 ÀS 8 DA NOITE. A CEIA SEGUNDO A LEI.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 7 ÀS 8 DA NOITE: A CEIA SEGUNDO A LEI Oração antes de cada hora Ó Jesus, ao chegares ao Cenáculo, com os Teus amados discípulos pões-Te a cear com eles. Quanta doçura, quanta afabilidade não manifestas em toda a Tua Pessoa, abaixando-Te, pela última vez, a tomar o alimento material! Em Ti, tudo é amor; também nisto, Tu não só reparas os pecados de gula, mas imploras a santificação do alimento. Jesus, minha Vida, o teu olhar dócil e penetrante parece perscrutar todos os Apóstolos, e também naquele ato de tomar o alimento, o Teu Coração fica trespassado, ao ver os Teus caros Apóstolos, ainda débeis e frágeis, especialmente o pérfido Judas, que já colocou o pé no Inferno. E Tu, do íntimo do coração, dizes com amargura: “Qual é a utilidade do Meu Sangue? Eis, uma alma que tanto beneficiei: está perdida!”. E olhas para ele, com os Teus olhos cintilantes de luz e de amor, como que a fazer-lhe compreender o grande mal que está para realizar. Mas, a Tua suprema caridade faz-Te suportar esta dor e não a manifestas nem sequer aos Teus amados discípulos. E enquanto Te entristeces por Judas, o Teu Coração enche-se de alegria ao veres à tua esquerda João, o Teu discípulo amado, a tal ponto que, não podendo conter mais o amor, atraindo-o docilmente a Ti, lhe fazes reclinar a cabeça sobre o Teu peito, fazendo-o gozar o Paraíso antecipado. E é nesta hora solene que, nos dois discípulos, estão representados os dois povos, o réprobo e o eleito: o réprobo em Judas, que já sente o inferno no seu coração; o eleito em João, que em Ti descansa e goza. Ó meu doce Bem, também eu me aproximo de Ti e, juntamente, com o Teu discípulo amado, quero reclinar a minha cabeça no Teu adorável peito e suplicar-Te que me faças experimentar, também a mim, nesta terra, as delícias do Céu, assim, arrebatado pelas doces harmonias do Teu Coração, a terra, para mim, já não seja terra, mas Céu. Mas, naquelas harmonias dulcíssimas e divinas, sinto que Te escapam palpitações dolorosas: são pelas almas perdidas! Ó Jesus, não permitas que outras almas se percam; faz com que a Tua palpitação, correndo na delas, lhes faça experimentar as palpitações da Vida Celeste, como as sente João, o Teu discípulo amado e, atraídas pela suavidade e doçura do Teu Amor, todas elas possam entregar-se a Ti. Ó Jesus, enquanto permaneço reclinado sobre o Teu Coração, dá-me, também a mim, o alimento, que deste aos Apóstolos: o alimento do amor, da palavra Divina, e da Tua Divina Vontade. Ó meu Jesus, não me negues este alimento, que Tu tanto desejas dar-me, para que, em mim, se forme a Tua própria Vida. Ó meu doce Bem, enquanto estou perto de Ti, vejo que o alimento que Tu tomas, com os Teus discípulos amados, é um cordeiro. Este é o cordeiro figurativo; e assim, como neste cordeiro não permanece humor vital, pela força do fogo, também Tu, Cordeiro Místico, que por amor Te deves consumar inteiramente pelas criaturas, não conservarás nem sequer uma gota de sangue para Ti, derramando-o todo por nosso amor. Por isso, ó Jesus, não fazes nada que não represente vivamente a Tua dolorosíssima Paixão, que tens sempre presente na mente, no coração, em tudo; e isto ensina-me que, se também eu tiver diante da mente e no coração o pensamento da Tua Paixão, nunca me negarás o alimento do Teu Amor. Quanto Te agradeço! Ó meu Jesus, nenhum ato Te escapa, que não me tenhas presente e que não tenhas a intenção de me concederes um bem especial. Por isso, peço-Te que a Tua Paixão esteja sempre na minha mente, no meu coração, nos meus olhares, nos meus passos e nos meus sofrimentos, a fim de que, para onde quer que me volte, dentro e fora de mim, Te encontre sempre presente em mim; e Tu concede-me a graça de nunca esquecer o que sofreste e padeceste por mim. Que isto seja para mim como um íman que, atraindo todo o meu ser a Ti, nunca me deixe afastar de Ti. Reflexões práticas Antes de tomar o alimento, unamos as nossas intenções àquelas do nosso amável e bom Jesus, imaginando ter na nossa boca, a boca de Jesus, e movamos a nossa língua e as nossas faces unidas às Suas. Fazendo assim, não só atrairemos a nós a Vida de Jesus Cristo, mas unir-nos-emos a Ele, para prestar ao Pai a glória, o louvor, o amor, o agradecimento e a reparação completa que as criaturas Lhe devem, e que o bom Jesus fazia neste ato de tomar o alimento. Imaginemos, também, que estamos à mesa perto de Jesus Cristo, e que ora Lhe lançamos um olhar, ora Lhe pedimos que partilhe um pedaço conosco, ora Lhe beijamos a orla do Seu manto, ora contemplamos o movimento dos Seus lábios, dos Seus olhos celestes, ora observamos o repentino toldar-se do Seu amabilíssimo Rosto, ao prever tantas ingratidões humanas! Assim como, o amado Jesus, durante a Ceia, falava da Sua Paixão, assim também nós, ao tomarmos o alimento, faremos algumas reflexões sobre o modo como fizemos as Horas da Paixão. Os Anjos estão pendentes dos nossos lábios, para recolher as nossas preces, as nossas reparações, e levá-las diante do Pai, como lhes levavam quando o nosso Jesus estava na terra, para mitigar, de alguma forma, a sua justa indignação, por tantas ofensas que recebe das criaturas. E nós, quando rezamos, podemos dizer que estivemos recolhidos, reverentes e que os Anjos ficaram felizes, de modo que eles possam levar para o Céu, com alegria, as nossas orações, como levavam aquelas do nosso Jesus, ou, então, ficaram tristes? Enquanto, o aflito Jesus tomava o alimento, ficava petrificado ao ver que perdia Judas, e em Judas via todas as almas que se perderiam; e sendo a perda das almas o Seu sofrimento maior, não podendo contê-lo,
DAS 6 ÀS 7 DA NOITE. JESUS SEPARA-SE DA SUA MÃE SANTÍSSIMA E ENCAMINHA-SE PARA O CENÁCULO.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 6 ÀS 7 DA NOITE: JESUS SEPARA-SE DA SUA MÃE SANTÍSSIMA E ENCAMINHA-SE PARA O CENÁCULO Oração antes de cada hora A Meu adorável Jesus, depois de ter participado, juntamente conTigo, nas Tuas dores e naquelas da Mãe aflita, vejo que Te decides a partir para ires aonde o Querer do Pai Te chama. O amor entre Filho e Mãe é tanto que Vos torna inseparáveis, pelo qual Tu ficas no Coração da Mãe e a Rainha e doce Mãe fica no Teu, de outro modo ser-Vos-ia impossível separar-Vos. Depois, abençoando-Vos reciprocamente, Tu dás-Lhe o último beijo, para A fortalecer nas dores amargas que está para suportar, dizes-Lhe o último adeus e partes. A palidez do Teu rosto, os Teus lábios trémulos, a Tua voz sufocada, como se quisesses desatar em pranto, ao dizer-Lhe adeus, ah, tudo me diz quanto A amas e quanto sofres ao deixá-La! Mas, para cumprir a Vontade do Pai, com os Vossos corações fundidos um no outro, submeteis-Vos a tudo, desejando reparar por aqueles que, para não renunciar às ternuras de parentes e amigos, aos vínculos e afetos, não têm o cuidado de cumprir o Santo Querer de Deus e de corresponder ao estado de santidade ao qual Deus os chama. Quanta dor não Te causam estas almas ao repelirem do seu coração o Amor que lhes queres dar, para se contentarem com o amor das criaturas! Meu amável Amor, enquanto reparo conTigo, permite-me que permaneça com a Tua Mãe, para A consolar e A amparar, enquanto Tu partes; depois, apressarei o passo, para Te alcançar. Mas, com grande dor minha, vejo que a minha Mãe, angustiada, treme, e a Sua dor é tanta que, enquanto está para dizer adeus ao Filho, a voz morre-Lhe nos lábios e não pode articular uma só palavra, quase desfalece e no Seu desfalecimento de amor diz: “Meu Filho, Meu Filho, abençoo-Te! Que separação amarga, mais cruel que qualquer morte!” Mas, a dor impede-A de falar e emudece-A! Rainha aflita, deixa-me que Te sustenha, Te enxugue as lágrimas e me compadeça de Ti na Tua amarga dor! Minha Mãe, eu não Te deixarei sozinha; e Tu leva-me conTigo, ensina-me, neste período tão doloroso, para Ti e para Jesus, o que devo fazer, como devo defendê-Lo, repará-Lo e consolá-Lo e se devo arriscar a minha vida para defender a Sua. Não, não me afastarei debaixo do Teu manto. Aos Teus acenos, voarei até junto de Jesus e oferecer-Lhe-ei o Teu amor, os Teus afetos, os Teus beijos, juntamente com os meus, e colocá-los-ei em cada chaga, em cada gota do Seu sangue, em cada pena e insulto, a fim de que, sentindo Ele em cada pena os beijos e o amor da Mãe, as Suas penas sejam suavizadas. Depois, voltarei para debaixo do Teu manto, trazendo-Te os Seus beijos para mitigar o Teu Coração trespassado. Minha Mãe, o meu coração bate com força, quero ir ter com Jesus. E, enquanto beijo as Tuas mãos maternas, Tu abençoa-me como abençoastes Jesus e permite-me que vá ter com Ele. Meu doce Jesus, o amor indica-me os Teus passos e alcanço-Te, enquanto percorres as vias de Jerusalém juntamente com os Teus amados discípulos. Olho-Te e vejo-Te ainda pálido. Ouço a Tua voz doce, sim, mas tão triste, ao ponto de despedaçar o coração dos Teus discípulos, que estão inquietos. “É a última vez” – dizes Tu – “que percorro estas ruas por Mim próprio; amanhã percorrê-las-ei atado, arrastado entre mil insultos”. E indicando os pontos onde serás mais desonrado e dilacerado, continuas a dizer: “A Minha Vida na terra está para terminar, assim como o sol está para se pôr, e amanhã, a esta hora, já não estarei aqui! Mas, como o sol ressurgirei ao terceiro dia!” Ao ouvirem estas palavras, os Apóstolos entristecem-se, calam-se e não sabem o que responder. Mas, Tu acrescentas: “Coragem, não desanimeis; Eu não vos deixarei, e estarei sempre convosco; porém, é necessário que Eu morra para o bem de todos vós”. Ao dizeres isto, comoves-Te, porém, com voz trémula, continuas a instruí-los. E, antes de entrares no Cenáculo, olhas o sol que se põe, como está para terminar a Tua Vida; ofereces os Teus passos por aqueles que se encontram no ocaso da vida e dás-lhes a graça de que esta termine em Ti, reparando por aqueles que, apesar dos desgostos e desenganos da vida, se obstinam em não se renderem a Ti. Depois, olhas de novo Jerusalém, o centro dos Teus prodígios e das predileções do Teu Coração, que em retribuição já Te está preparando a Cruz, afiando os cravos para cometer o deicídio, e Tu estremeces, sentes o Coração despedaçado e choras a sua destruição. Com isto, reparas por tantas almas a Ti consagradas, que, com tanto cuidado, procuravas formar como prodígios do Teu Amor, e elas, ingratas e não reconhecidas, fazem-Te padecer mais amarguras! Quero reparar juntamente conTigo, para suavizar a Chaga do Teu Coração. Mas, vejo que ficas horrorizado ao ver Jerusalém e, afastando o olhar, entras no Cenáculo. Meu Amor, estreita-me ao Teu Coração, a fim de que faça minhas as Tuas amarguras, para as oferecer juntamente conTigo e Tu olha com piedade a minha alma e, derramando sobre ela o Teu Amor, abençoa-me. Reflexões práticas Jesus separa-se de Sua Mãe com prontidão, embora sinta que o Seu Coração terníssimo se despedaça. Estamos nós, assim, prontos a sacrificar, também, os afetos mais legítimos e santos, para cumprir os divinos Quereres? (Examinemo-nos especialmente nos casos de afastamento da Presença Divina sensível ou da devoção sensível). Jesus dando os últimos passos, não os dava em vão, com estes glorificava o Pai e pedia a salvação das almas. Nos nossos passos devemos colocar as mesmas intenções que colocava Jesus, isto é de nos sacrificarmos para a glória do Pai e para o bem das almas. Além disso, devemos imaginar-nos a colocar os nossos passos naqueles de Jesus Cristo; e como Jesus não os dava em vão, mas, encerrava nos Seus
ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO DEPOIS DE CADA HORA.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO DEPOIS DE CADA HORA. Meu Jesus, Tu chamaste-me nesta Hora da Tua Paixão a fazer-Te companhia e eu vim. Parecia-me que Te ouvia, angustiado e sofredor, a pedir, a reparar e a sofrer, e com as vozes mais comovedoras e eloquentes pedir a salvação das almas. Procurei seguir-Te em tudo e agora, tendo de Te deixar para me dedicar às minhas ocupações habituais, sinto o dever de Te dizer “obrigado”, e “bendigo-Te”. Sim, ó Jesus, repito-Te “obrigado” milhares de vezes e “bendigo-Te” por tudo o que fizeste e sofreste por mim e por todos. “Obrigado” e “bendigo-Te” por cada gota de Sangue que derramaste, por cada respiro, palpitação, passo, palavra, olhar, amargura e ofensa que suportaste. Por tudo, ó meu Jesus, Te digo um “obrigado” e um “bendigo-Te”. Ó Jesus, faz com que de todo o meu ser brote uma corrente contínua de gratidão e de bênçãos, de forma a atrair sobre mim e sobre todos a corrente das Tuas bênçãos e graças. Ó Jesus, aperta-me ao Teu Coração e com as Tuas mãos Santíssimas marca cada partícula do meu ser com o Teu “bendigo-Te”, para que de mim brote um hino contínuo de louvor a Ti. Distribuição das Horas “Julgo que quem as meditar se é pecador, se converterá; se é imperfeito, tornar-se-á perfeito; se é santo, será mais santo; se é tentado, triunfará; se é sofredor, encontrará nestas Horas a força, o remédio e o conforto; e se a sua alma é frágil e pobre, encontrará o alimento espiritual e um espelho para se contemplar, continuamente.” As 24 horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo Últimas pubicações As 24 hs. da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo DAS 4 ÀS 5 DA TARDE. A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA. DAS 3 ÀS 4 DA TARDE. JESUS MORTO É TRESPASSADO COM UM GOLPE DE LANÇA. DAS 2 ÀS 3 DA TARDE.TERCEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. QUINTA, SEXTA E SÉTIMA PALAVRA DE JESUS. A MORTE… Carregar mais Fim
DAS 5 ÀS 6 DA TARDE. JESUS DESPEDE-SE DA SUA MÃE SANTÍSSIMA.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. Das 5 às 6 da tarde: Jesus despede-se da sua Mãe Santíssima Oração antes de cada hora Ó Celeste Mãe, aproxima-se a hora da separação e eu quero estar junto de Ti. Ó Mãe, dá-me o Teu amor, as Tuas reparações e a Tua dor, porque juntamente conTigo quero seguir, passo a passo, o adorado Jesus. Eis que, Jesus está a chegar e Tu corres ao seu encontro, com a alma a transbordar de amor, e ao vê-Lo tão pálido e triste, o Teu Coração oprime-se de dor, faltam-Te as forças e estás mesmo para cair aos Seus pés. Ó minha doce Mãe, tu sabes porque é que o adorável Jesus veio ter conTigo? Ah, Ele veio para Te dizer o último adeus, a última palavra e receber o último abraço! Ó Mãe, abraço-me a Ti, com toda a ternura de que é capaz este meu pobre coração, a fim de que abraçado e unido a Ti, também eu possa receber os abraços do adorado Jesus. Será que não Te cansarás de mim? Creio que não, antes, não será um conforto para o Teu Coração ter uma alma perto de Ti, com a qual possas dividir as penas, os afetos, as reparações? Ó Jesus, nesta hora tão dilacerante, para o Teu terníssimo Coração, Tu dás-nos um ensinamento de filial e amorosa obediência para com a Tua Mãe! Que doce harmonia existe entre Ti e Maria! Que encanto suave de amor sobe até ao Trono do Eterno e se difunde para salvação de todas as criaturas da terra! Ó minha Mãe Celeste, Tu sabes aquilo que o adorado Jesus quer de Ti? Nada mais que a última bênção. É verdade que, de todas as partículas do Teu ser saem somente bênçãos e louvores ao Teu Criador; mas, Jesus, ao despedir-se de Ti, quer escutar a doce palavra: “Ó Filho, abençoo-Te”. E aquele “abençoo-Te” afasta todas as blasfémias do Seu ouvido e, doce e suave, desce ao Seu Coração; e Jesus quer o Teu “abençoo-Te” como que para colocar uma reparação em todas as ofensas das criaturas. Ó doce Mãe, também eu me uno a Ti: sobre as asas do vento, quero girar pelo Céu, para pedir ao Pai, ao Espírito Santo e a todos os Anjos um “bendigo-Te” para Jesus, a fim de que, quando formos ter com Ele, possamos levar-Lhe as Suas bênçãos. E aqui na terra, quero ir junto de todas as criaturas e pedir aos seus lábios, à sua palpitação, aos seus passos, à sua respiração, ao seu olhar e ao seu pensamento bênçãos e louvores para Jesus: e se alguma não mos quiser dar, entendo eu dá-los por ela. Ó doce Mãe, depois de ter girado e voltado a girar, para pedir à Santíssima Trindade, aos Anjos, às criaturas, à luz do sol, ao perfume das flores, às ondas do mar, à rajada de vento, à centelha de fogo, a cada folha que se move, ao brilhar das estrelas, ao movimento da natureza, um “bendigo-Te”, venho junto de Ti e, junto às Tuas, coloco as minhas bênçãos. Minha doce Mãe, vejo que Tu recebes conforto e alívio e ofereces a Jesus todas as minhas bênçãos, em reparação das blasfémias e imprecações que Ele recebe das criaturas. Mas, enquanto Te ofereço tudo a Ti, sinto a Tua voz trémula que diz: “Filho, abençoa-Me, também, a Mim!”. Ó Jesus, meu terno Amor, juntamente com a Tua Mãe, abençoa-me também a mim; abençoa os meus pensamentos, o meu coração, as minhas mãos, as minhas obras, os meus passos e, com a Tua Mãe, todas as criaturas.Ó minha Mãe, ao olhares o rosto pálido, triste e dilacerado de Jesus desolado, suscita em Ti a recordação das dores que, dentro em pouco, Ele irá sofrer. Antevês o Seu rosto coberto de escarros, a cabeça trespassada pelos espinhos, os olhos vendados, o corpo dilacerado pelos flagelos, as mãos e os pés trespassados pelos pregos e abençoa-Lo e, aonde Ele está para ir, Tu segue-Lo com as Tuas bênçãos; e, juntamente, conTigo também eu O sigo. Quando Jesus for atingido pelos flagelos, coroado de espinhos, esbofeteado, trespassado pelos cravos, por toda a parte encontrará, juntamente com o Teu, o meu “abençoo-Te”. Ó Jesus, ó Mãe, tenho compaixão de Vós; nestes últimos momentos, a Vossa dor é imensa; o coração de um, parece que arrebata o coração do outro. Ó Mãe, arrebata o meu coração da terra e prende-o com força a Jesus, a fim de que, ligado a Ele, possa tomar parte nas Tuas dores e, enquanto Vos estreitais, abraçais, lançais os últimos olhares, [dais] os últimos beijos, estando eu no meio dos Vossos dois Corações, possa receber os Vossos últimos beijos e abraços. Não vedes que não posso estar sem Vós, apesar da minha miséria e da minha frieza? Ó Jesus, ó Mãe, tende-me unido a Vós; dai-me o Vosso Amor, o Vosso Querer; dardejai o meu pobre coração, estreitai-me nos Vossos braços; e juntamente conTigo, ó querida Mãe, quero seguir passo a passo o adorado Jesus, com a intenção de Lhe dar conforto, alívio, amor e reparação por todos. Ó Jesus, juntamente com a Tua Mãe, beijo o Teu pé esquerdo, pedindo-Te que me perdoes a mim e a todas as criaturas, por todas as vezes que não caminhamos para Deus. Beijo o Teu pé direito: perdoa-me a mim e a todos, pelas vezes que não seguimos a perfeição, que Tu esperavas de nós. Beijo a Tua mão esquerda: comunica-nos a Tua Pureza. Beijo a Tua mão direita: abençoa todas as minhas palpitações, pensamentos, afetos, a fim de que, fortalecidos pela Tua bênção, todos sejam santificados; e comigo, abençoa também todas as criaturas e sela a salvação das suas almas com a Tua bênção. Ó Jesus, juntamente com a Tua Mãe, abraço-Te e, beijando-Te o coração, peço-Te que coloques o meu coração no meio dos Vossos Corações, a fim de que se alimente continuamente dos Vossos amores, das Vossas dores, dos Vossos próprios afetos e desejos e da Vossa própria Vida. Assim seja.


