


O pároco de Medjugorje, Frei Zvonimir, acolheu com satisfação o recente reconhecimento do fenômeno espiritual como um chamado para propagá-lo. Aos céticos, ele diz: “Nunca discutimos sobre Medjugorje, mas eu digo a todos: ‘Venham e vejam’.”
O frade franciscano está na Espanha para o 15º Congresso Ibero-Americano da Rainha da Paz, organizado pela Fundação Centro Medjugorje, sob o lema “Peregrinos da Esperança, guiados pela Rainha da Paz”.
Durante uma breve pausa na agenda lotada do encontro, o padre reservou alguns minutos para falar com a imprensa.
O que significa ser sacerdote e pároco em Medjugorje e qual é a graça particular que você tem encontrado ali?
Ser pároco em Medjugorje é muito exigente, porque é, ao mesmo tempo, ser pároco, reitor e guardião. Os três deveres ainda não estão separados, e é o pároco quem assume todas essas funções.
Como pároco, cuido dos paroquianos e de tudo o que a vida paroquial envolve. Mas o pároco também é responsável por todos os peregrinos que vêm. Embora seja uma tarefa muito difícil e exigente, ao mesmo tempo é muito bonita, porque você encontra pessoas que vêm ao encontro de Deus e desejam viver com Maria, e isso facilita o trabalho. Tenho que enfatizar que não estou sozinho ali, pois os irmãos franciscanos estão presentes e facilitam muito o meu trabalho.
A graça que tenho descoberto em Medjugorje é precisamente a vocação sacerdotal: o que o sacerdote significa para a Igreja, o quanto as pessoas necessitam dos sacerdotes, o quanto os procuram e, de fato, como, por meio deles, buscam a graça de Deus. E descubro isso cada vez mais, a cada dia, em Medjugorje.
O que o reconhecimento de Medjugorje por Roma como um lugar de graça extraordinária significa para a Igreja e o que isso traz a ela?
Antes do reconhecimento do nihil obstat, Medjugorje já contribuía muito para a Igreja. Trouxe pessoas convertidas, fiéis convertidos. E essas pessoas, por sua vez, rezavam pelos outros, ajudavam na conversão dos demais e moviam as pessoas à oração em suas cidades. Então, Medjugorje é um presente para a Igreja. E a Igreja reconheceu isso.
Com o nihil obstat, abriram-se as portas para Medjugorje e também para todos aqueles que querem ir a Medjugorje. A Igreja reconheceu Medjugorje como um lugar saudável e capaz de ajudar a Igreja no mundo de hoje. E é por isso que a declaração afirma que esta espiritualidade deve ser proclamada na Igreja.
Para que o maior número de pessoas ouça sobre esta espiritualidade e para que, pela graça de Deus, o maior número possível de pessoas se convertam. E eu concluiria que Medjugorje foi, e sempre será, um presente para a Igreja.
Você é franciscano. São Francisco recebeu do Senhor o encargo de restaurar a Igreja da Porciúncula. Quais foram os frutos, ao longo desses 44 anos, que Medjugorje tem dado para a restauração e edificação da Igreja?
É a mesma tarefa. Como São Francisco renovou a Igreja? Com uma vida santa. Com a oração. Vivendo a Igreja. Não criticando nem o Papa, nem os bispos, nem os sacerdotes. E, naquela época, havia motivos para criticá-los.
Mas ele amava a Igreja e vivia nela. E essa é a verdadeira reforma da Igreja. E isso é o que Medjugorje faz hoje. Nós sempre estivemos dentro da Igreja e pela Igreja.
Estivemos esperando o nihil obstat e seguimos adiante, servindo à Igreja humildemente.
Porque nós não fomos criados por nós mesmos. Dizemos que Deus nos criou e nos concedeu essa graça, e somente colaboramos com ela: pela Igreja e com a Igreja.
Muitos sacerdotes experimentam uma renovação profunda de seu ministério quando vão a Medjugorje. O que você acredita que essa experiência traz aos padres?
É a graça de Deus. Não se pode simplesmente descrevê-la. Não se pode descrevê-la, porque não seria divina se pudesse ser descrita. Mas Deus age em Medjugorje. E isso é muito visível em cada sacerdote e em cada fiel que vem a Medjugorje. Creio que não é necessário descrevê-lo, mas, sim, vivê-lo.
E não só em Medjugorje, mas em qualquer outra paróquia. Medjugorje é somente uma imagem e um modelo de como deveria ser qualquer outra paróquia. Qualquer paróquia deveria oferecer Deus aos homens e proporcionar a oportunidade de se confessar, de rezar o Rosário, de participar da Eucaristia, da Adoração e de muitas outras devoções.
Tudo é muito simples, e Deus age em tudo isso. E é isso que os sacerdotes descobrem em Medjugorje. Na realidade, descobrem que Deus se esconde na simplicidade.
O que você diz àqueles que estão hesitantes, àqueles que veem o fenômeno de Medjugorje com desconfiança, àqueles que não se sentem chamados para esse lugar?
Não lhes diria nada. Eu nunca discuto com as pessoas sobre Medjugorje. Quem crê, que continue crendo. Quem não crê, que viva com isso. Deus alcança cada pessoa de diferentes maneiras. Ele tocou milhões de pessoas através de Medjugorje, por meio da Bem-Aventurada Virgem Maria. Para outros, isso aconteceu por meio de outras coisas.
O Espírito sopra onde quer e como quer. Nunca discuto sobre Medjugorje. Mas eu digo a todos: “Venham e vejam”.
Somente aquele que vem a Medjugorje e participa do programa vespertino na paróquia pode chegar a uma conclusão e formar seu próprio juízo sobre Medjugorje.
Fonte: aciprensa.com

“Medjugorje, onde o Céu toca a terra”




DIÁRIO DE SANTA FAUSTINA
“Se a alma não praticar a Misericórdia de um ou outro modo não alcançará a Minha Misericórdia no dia do juízo. Óh! Se as almas soubessem armazenar os Tesouros Eternos, não seriam julgadas, antecipando o Meu Julgamento com obras de Misericórdia” (Diário, 1317).

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