As cinco pedrinhas

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. AS 5 PEDRINHAS Pe. Emiliano Tardif antes da sua morte, no dia 8 de junho de 1999, (fez um comentário sobre AS CINCO PEDRINHAS, síntese das mensagens de Nossa Senhora em Medjugorje). As aparições de Nossa Senhora Rainha da Paz foram preditas por ele um mês antes que acontecessem, durante um retiro para sacerdotes, em Roma, maio de 1981. Quando Jesus disse que há mais alegria no céu por um só pecador que se converte que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão, está nos convidando a mudar de vida e a viver na fidelidade da Sua misericórdia. A Virgem Maria, durante Suas aparições, nos recorda a mensagem do Evangelho: CONVERTAM-SE! Um dia, em Medjugorje, a Virgem nos pediu para viver a seguinte mensagem: “Queridos filhos, Eu os convido à conversão individual. Este tempo é para vocês, porque o Meu Filho, sem sua cooperação, não pode realizar o que deseja. Queridos filhos, rezem a fim de que possam crescer espiritualmente e ficar mais próximos de Deus. Entrego-lhes as CINCO PEDRINHAS, que representam as armas contra seu gigante Golias, com as quais poderão vencer qualquer batalha”. 1ª PEDRA: EUCARISTIA A EUCARISTIA é o mesmo Jesus de Nazaré vivo, verdadeiro e ressuscitado. Não é uma presença simbólica de Jesus, mas Sua presença real. Nós não O vemos, porém acreditamos que Ele está verdadeiramente presente na força da Sua palavra. Jesus mesmo, em verdade, nos diz: “Tomai e comei, isto é o Meu corpo”; e depois, pegando um cálice com vinho, nos fala: ‘‘Tomai e bebei, isto é o Meu sangue”. Sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos, para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim”.A Igreja, sendo consciente de que se trata de um grande mistério, determina que o celebrante, depois da consagração, proclame: ‘‘Eis o mistério da nossa fé.”Com o poder da Eucaristia podemos nos defender dos ataques do inimigo com muita facilidade. A Eucaristia é o sacramento da nossa salvação. Jesus nos convida: “Fazei isto em memória de Mim”, e é pela força destas palavras que podemos celebrar a Eucaristia.A Santíssima Eucaristia é o Sacramento do Amor de Jesus, através do qual Ele se doa a nós como Pão Vivo descido do Céu. Na noite da Páscoa, Jesus nos doou Seu corpo para fortificar-nos. Não é por acaso que a Virgem Santíssima nos indica a Eucaristia como primeira pedra, para defender-nos do nosso gigante Golias, que é satanás”. 2ª PEDRA: COFISSÃO Como segunda pedra, a Virgem recomenda a CONFISSÃO, que é o Sacramento da Reconciliação. O Sacramento da Reconciliação não é um castigo, mas o presente de páscoa de Jesus ressuscitado. Depois da ressurreição, Jesus apareceu a Seus apóstolos, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.” Quando é que um sacerdote não pode perdoar um pecado? Quando a pessoa não está sinceramente arrependida. Jesus nos Evangelhos nos diz: “Existe um só pecado que não será perdoado, nem neste mundo nem no outro, que é o pecado contra o Espírito Santo”. Qual é o pecado contra o Espírito Santo? É a falta de arrependimento, porque no dia do nosso batismo Jesus fez de nós verdadeiramente filhos de Deus, templos vivos do Espírito Santo e herdeiros do Céu. Desde o dia do nosso batismo o Espírito Santo fez morada em nós como em um templo. Quando cometemos um pecado, Ele nos impulsiona ao arrependimento, nos ajuda, nos faz ter um sentimento de culpa e um desejo de pedir perdão. Se a pessoa não deseja pedir perdão, não poderá ser perdoada, nem neste mundo nem no outro. Porém, não é suficiente confessar o próprio pecado ao sacerdote. É necessário estar sinceramente arrependido para receber a absolvição. Por isso Jesus fala: “Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.Este sacramento é benção que nos restitui a paz. Outras vezes as pessoas se confessam, mas têm o mau costume de dar voltas ao redor dos próprios pecados, com o desejo de diminuí-los e evitar que o sacerdote tome consciência daquilo que realmente fizeram.Recordo-me de que uma vez uma mulher veio para se confessar. Perguntei-lhe: “Filha quer que Jesus te perdoe? Respondeu-me: “Padre, eu disse uma pequena mentira, porém era uma coisa insignificante”. Eu continuei; “Deve me dizer outras coisas?” Ela respondeu; “Sim, fiquei brava, porém, não exageradamente”. Fez alguns minutos de silêncio e depois continuou: Ah, esqueci, com o meu namorado fiz um menino, porém é pequeno, pequeno…”.Digam-no irmãos, fazer um menino pequeno é menos pecado do que fazer um grande? Ela desejava diminuir seu pecado de forma que parecesse lícito. Não temos motivo para diminuir nossos pecados, mas devemos fazer deles um só pacote para entregá-lo a Jesus, a fim de que os queime na fornalha ardente do Seu Coração. Não devemos esconder nada! Devemos tomar consciência de que este sacramento da misericórdia de Jesus é para restituir a paz a todos que a perderam por causa do pecado.Alguns, infelizmente dizem: “Eu me confesso diretamente com Deus”. Claro, estou de acordo. Também eu, quando confesso, “Confesso a Deus, todo Poderoso, e a ti padre…” porém, Deus me ama tanto que delegou seu ministro para que nos diga, com amor, fazendo a vez de Cristo: “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, O sacerdote não diz: “Eu te absolvo em meu nome” mas “em nome de Deus”. Em meu nome, eu, sacerdote, não posso perdoar pecados, porém o posso em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Quanta paz sentimos ouvindo dizer que Deus nos perdoa! O sacerdote, no momento, é um dom para todos. Confessam-se o Papa, os bispos, os sacerdotes, as freiras e todos os cristãos que receberam uma válida evangelização. Este sacramento é uma grande bênção para maior crescimento espiritual, para viver uma vida de pureza, amor
História de Medjugorje

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. história de Medjugorje “Nós bispos, após estudos feitos por uma comissão ao longo de três anos de duração, aceitamos Medjugorje como um lugar Santo, como um Santuário. Isto significa que nada temos contra se alguém venera a Mãe de Deus de modo e também de acordo com os ensinamentos e as crenças da Igreja. Portanto, estaremos prosseguindo com nossos estudos. A Igreja não tem pressa”. (Revista Glas Koncila, 15 de agosto de 1993). Sua Eminência Cardeal Dr. Franjo Kuharic, Arcebispo de Zabreb A Paróquia de Medjugorje A Paróquia de Medjugorje fica situada na Herzegovina, 25 km a sudoeste da cidade de Mostar. Medjugorje, o nome é de origem Eslava e significa uma região entre duas montanhas juntamente com as aldeias de Bijakovici, Vionica, Miletina e Surmanci, formam uma Paróquia Católica Romana onde ano de 2005, habitam cerca de 5.000 habitantes. O cuidado Pastoral da Paróquia está confiado aos Padres da Província Franciscana Herzegovina da Assunção de Maria. Toda a região é habitada por croatas que foram cristianizados há mais de treze séculos. Em documentos históricos, a aldeia foi mencionada em 1599 pela primeira vez. A Paróquia atual foi fundada em 1982 e dedicada a São Tiago Apóstolo, o protetor dos peregrinos. Até o dia 24 de junho de 1981, Medjugorje vivia como qualquer outra aldeia desta região. As pessoas trabalhavam em suas terras, plantavam tabaco e uvas, produziam vinho e legumes para manter o suficiente para uma vida modesta com suas famílias. Devido aos problemas sociais, muitos espalharam-se pelo mundo: para países além mar e pela Europa Oriental, assim como outras cidades na Bósnia Herzegovina e Croácia. Em 1981, quando as aparições se iniciaram, a vida da Paróquia mudou: Nossa Senhora escolheu para serem suas testemunhas e colaboradores, não somente os seis videntes, mas toda a Paróquia e seus peregrinos. Isto foi expresso na seguinte mensagem: “Eu escolhi esta Paróquia de modo especial e eu quero guiá-la”. 1º de março de 1984. No dia 24 de junho de 1981, por volta das 18 horas, seis jovens – Ivanka Ivankovic, Mirjana Dragicevic, Vicka Ivankovic, Ivan Dragicevic, Ivan Ivankovic e Milka Pavlovic – viram, sobre a colina chamada Crnica, várias centenas de metros acima do local chamado Podbrdo, uma Jovem com uma Criança nos braços que lhes fazia sinal para aproximarem-se dela. Surpresos e assustados, eles não se aproximaram. No dia seguinte, 25 de junho de 1981, ao mesmo tempo, quatro deles: Ivanka Ivankovic, Mirjana Dragicevik, Vicka Ivankovic e Ivan Dragicevic sentiram-se fortemente atraídos para o local onde tinham visto a pessoa no dia anterior, que eles haviam reconhecido como Nossa Senhora. Maria Pavlovic e Jakov Colo se juntaram a eles. O grupo de videntes de Medjugorje estava formado. Eles rezaram e conversaram com Nossa Senhora. Esta é a razão pela qual o dia 25 de junho é celebrado como sendo o Aniversário das Aparições. De acordo com o testemunho dos videntes, deste dia em diante, eles tiveram aparições diárias, juntos ou separadamente, onde quer que estivessem. Milka Pavlovic e Ivan Ivankovic nunca mais viram Nossa Senhora. No terceiro dia das aparições, 26 de junho de 1981, Nossa Senhora apresentou seu chamado à paz, pela primeira vez, com as palavras: “Paz, paz, paz, e somente paz! A paz deve reinar entre Deus e o homem e entre os homens!” Atraídos pelas aparições de Nossa Senhora e pelas mensagens, as pessoas, em primeiro lugar os paroquianos e depois vindas de outras aldeias e de todo os lugares do mundo, começaram a reunir-se e rezar. A perseguição aos videntes, por parte de seus pais e parentes, dos paroquianos e padres e até por parte dos peregrinos começou imediatamente depois do início das aparições. Os videntes foram levados para investigações da polícia e para exames psiquiátricos, mas sempre era concluído que eles eram saudáveis. A esta mesma conclusão chegaram as investigações realizadas nos anos seguintes. Frei Jozo Zovko, Pároco de Medjugorje, naquela ocasião, foi detido, um mês e meio após a primeira aparição. Embora inocente, foi condenado por um tribunal comunista a três anos e meio de prisão. Graças às aparições de Nossa Senhora, Medjugorge, uma simples Paróquia de aldeia – tornou-se um local de encontro para uma multidão de peregrinos de todo o mundo. Nos primeiros 20 anos, mais de 20 milhões, e um dos maiores centros de oração do mundo, comparável a Lourdes e a Fátima. Inumeráveis testemunhas dizem que, precisamente neste local, encontraram a fé e a paz. De acordo com testemunhos unânimes dos videntes, Nossa Senhora fornece à eles mensagens para serem transmitidas para a Paróquia e para o mundo. As mensagens falam principalmente de PAZ, FÉ, CONVERSÃO, ORAÇÃO E JEJUM. Os paroquianos e os peregrinos devem tornar-se testemunhas das aparições e das mensagens de Nossa Senhora em primeiro lugar, e depois, juntamente com os videntes, unir-se à ela na realização do plano de conversão do mundo e de sua reconciliação com Deus. No final de 1982, Nossa Senhora começou a conceder locuções interiores a duas garotas de dez anos de idade, Jelena e Marijana Vasilij. Por meio de seu grupo de oração, ela aconselhou de 1983 até 1987, o movimento de oração que foi criado desde o início das aparições. As mensagens de Nossa Senhora, transmitidas em Medjugorje, constituem-se em uma escola específica de paz, de oração e de amor. “Medjugorje, onde o Céu toca a terra” Notícias de Medjugorje Últimas pubicações Medjugorje Mensagem de Nossa Senhora – Medjugorje 21.09.2025 Fui desmascarar os videntes de Medjugorje, voltei convertida. 10.09.2025 Medjugorje: Esteja pronto para a escuridão que vem 04.09.2025 Nossa Senhora avisa com nova urgência, isso está acontecendo agora, mas as pessoas não vêem 02.09.2025 Frei Marino Kuzminski: “Eu acredito que Deus faz milagres, especialmente por Intercessão de Sua Mãe 01.07.2025 Duas Consagrações ditadas por Nossa Senhora à Jelena em Medjugorje 27.06.2025 Nossa Senhora a Mirjana, uma das videntes de Medjugorje 21.06.2025 Anjos sobre as vinhas em Medjugorje 27.05.2025 Marija: Não confesse aos psicólogos 27.05.2025 Nossa filha foi curada de tumor
Tudo começou com o número 4
DAS 4 ÀS 5 DA TARDE. A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 4 ÀS 5 DA TARDE: A SEPULTURA DE JESUS. MARIA SANTÍSSIMA DESOLADA. Oração antes de cada hora Minha Mãe dolorosa, vejo que estás disposta a fazer o último sacrifício, o de sepultar Teu Filho. Completamente resignada à Vontade de Deus, acompanha-O e, com Tuas próprias mãos, depõe-LO no sepulcro; mas, enquanto compões Seus membros e Te preparas para dar-Lhe o último beijo e o último adeus, Tua dor é tal que parece que Te arrancam o Coração do peito. O amor Te faz debruçar sobre aqueles membros e, em virtude do amor e da dor, Tua vida está para chegar ao seu termo, junto com a de Teu Filho. Pobre Mãe, o que você fará sem Jesus? Ele é Tua Vida, Teu Tudo; Mas este é o Querer do Eterno, que assim quer. Deverás lutar com duas forças insuperáveis: o Amor e o Querer Divino. O Amor Te une, a ponto de não poderes separar-Te; o Querer Divino se impõe e pede o sacrifício. Pobre Mãe, o que você fará? Quanta compaixão tenho de Ti! Ó Anjos do Céu, venham ajudá-l’A a se separar dos membros petrificados de Jesus, caso contrário Ela morrerá! Pobre de ti, ó minha Mãe! O que farás sem Jesus? Ele é a tua Vida, o teu Tudo, e no entanto é a Vontade do Eterno que assim o deseja. Terás de lutar com dois poderes insuperáveis: o amor e a Vontade Divina. O amor a arrebata de tal maneira que não podes separar-te dele; a Vontade Divina prevalece e exige de ti esse sacrifício. Pobre de ti, ó Mãe! Como te sairás? Como te compadeço! Ah, anjos do céu, vinde ajudá-la a erguer-se dos membros rígidos de Jesus, pois do contrário ela morrerá! Mas, que milagre, enquanto parecia que estava morta, juntamente, com Jesus, ouço a Sua voz trémula e recortada pelos soluços, que diz: “Meu Filho Amado, o único alívio que Me restava, e que diminuía Minhas dores, era Tua Santíssima Humanidade, podendo desabafar sobre suas Chagas, adorando-as e beijando-as. Agora, também, sou privada disto, porque assim quer o Querer Divino, e Eu aceito; mas, Filho, Tu sabes que quero e não consigo. Só o pensar que tenho de Me separar de Ti, Me deixa sem forças e sem vida. Ó Filho, para ter vida e força para Me separar, permite-Me que permaneça totalmente sepultada em Ti e que faça Minha a Tua Vida, as Tuas dores, as Tuas reparações e tudo aquilo que Tu és. Minha Mãe, com decisão, vejo-Te acariciar, de novo, aqueles membros e encostar Tua cabeça na de Jesus; ao beijá-la, encerras nela os Teus pensamentos e fazes Teus os Seus espinhos, os Seus pensamentos aflitos e ofendidos e tudo aquilo que sofreu na Sua Santíssima Cabeça. Oh, como você gostaria de animar a Inteligência de Jesus com a Tua, para que você possa dar vida por vida! Ao fazer Teus os pensamentos e espinhos de Jesus, Ele te fez começar a viver de novo. Mãe Dolorosa, vejo que beijas os Olhos fechados de Jesus e sofro ao ver que Jesus não olha para Ti. Quantas vezes, Seus olhares Te enchiam de Paraíso e Te faziam passar da morte à vida, e agora, vendo que não mais Te olha, te sentes morrer! Por isso, nos olhos de Jesus deixas os Teus e fazes Teus os Seus, as Suas lágrimas e amarguras ao ver as ofensas das criaturas, os inumeráveis insultos e desprezos. Minha Mãe transpassada, vejo que beijas seus Santíssimos Ouvidos e O chamas e voltas a chamar, dizendo: “Meu Filho, será possível que já não Me escutes, Tu que a um pequeno gesto Meu Me escutavas? E agora choro, chamo-Te e não Me ouves? Ah, o Amor é o tirano mais cruel! Tu eras, para Mim, mais que a Minha própria vida, e agora deverei sobreviver a tanta dor? Por isso, ó Filho, deixo os Meus ouvidos nos Teus e faço Meu aquilo que padeceram Teus Santíssimos ouvidos, o eco de todas as ofensas que neles ressoavam; só isso pode me dar vida: Tuas penas, Tuas dores”. E, ao dizeres isso, a dor e a angústia do Teu Coração são tais, que perdes a voz e ficas como que petrificada. Minha pobre Mãe, minha pobre Mãe, quanta compaixão sinto por Ti! Quantas mortes cruéis não padeces! Mas, o Querer Divino age e Te reanima, e Tu olhas para o seu Rosto Santíssimo, beija-o e exclamas: “Filho adorado, como estás desfigurado e tão irreconhecível! Ah, se o amor não me dissesse que és meu Filho, minha Vida, meu Tudo, eu não Te reconheceria! Ó Filho Amado, tua Beleza se transformou em deformidade, Tuas faces em brancura e a luz, a graça de Teu Rosto – que ver-Te e ficar radiante era a mesma coisa – mudaram-se em palidez de morte Filho, a que estado ficaste reduzido! Que horrível trabalho fez o pecado em Teus Santíssimos Membros! Ah, como Tua Mãe inseparável quereria restaurar Tua Beleza primitiva! queres que Eu viva, me dá Tuas penas, se não Eu morro!” Tua dor é tamanha, que Te sufoca, Te deixa sem palavra e ficas inerte sobre o Rosto de Jesus. Pobre Mãe, quanta compaixão sinto por você! Meus Anjos, venham aliviar minha Mãe; a Sua dor é imensa, submerge-A, sufoca-A e fica sem forças e sem vida. Mas, o Querer Divino, vencendo essas ondas, dá vida a Ele novamente. Aproximas-te da Boca de Jesus e, beijando-a, sentes em Teus lábios o amargor do fel que tanto amargou Sua boca e, soluçando, continuas: “Ó Filho, diz uma última palavra a Tua Mãe. Será possível que nunca mais ouvirei Tua voz? Todas as palavras que me disseste, em vida, como tantas flechas, ferem Meu Coração de dor e amor, e agora, vendo-Te sem voz, movem-se em Meu Coração dilacerado, causam-Me tantas mortes e, à viva força, desejariam arrancar-Te uma última palavra Tua. Mas, não a conseguindo, dilaceram-Me e dizem-Me: “Nunca mais O escutarás, nunca mais
DAS 3 ÀS 4 DA TARDE. JESUS MORTO É TRESPASSADO COM UM GOLPE DE LANÇA.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 3 ÀS 4 DA TARDE: JESUS MORTO É TRESPASSADO COM UM GOLPE DE LANÇA Oração antes de cada hora A deposição da Cruz Meu Jesus morto, toda a natureza lançou um brado de dor quando Tu expiraste e chorou a Tua Morte dolorosa, reconhecendo em Ti o seu Criador. Milhares de Anjos sobrevoam em volta da Cruz e choram a Tua Morte; eles adoram-Te como nosso verdadeiro Deus e acompanham-Te ao Limbo, aonde vais beatificar tantas almas que desde há séculos aspiram ardentemente por Ti. Meu Jesus morto, não consigo separar-me da Tua Cruz, nem me sacio de beijar e voltar a beijar as Tuas Santíssimas Chagas, que me falam com eloquência de quanto me amaste; ao ver as dilacerações horríveis, a profundidade das Tuas Chagas que deixam a descoberto os Teus ossos, ai, como me sinto morrer! Quereria tanto chorar sobre estas Chagas, para as lavar com as minhas lágrimas; quereria tanto amar-Te, ao ponto de Te curar totalmente com o meu amor e devolver a beleza natural à Tua Humanidade irreconhecível; quereria ficar sem pingo de sangue, para encher as Tuas veias vazias com o meu sangue e chamar-Te de novo à vida. Ó meu Jesus, o que não pode fazer o amor? O amor é vida; e eu, com o meu amor, quero dar-Te vida e, se não basta o meu, dá-me o Teu Amor e com o Teu Amor tudo poderei; sim, poderei dar vida à Tua Santíssima Humanidade. Ó meu Jesus, mesmo depois de morto queres mostrar-me que me amas, atestar-me o Teu Amor e dar-me refúgio, um abrigo no Teu Sagrado Coração; por isso, um soldado impelido por uma força suprema, para ter a certeza da Tua Morte, trespassa o Teu Coração com uma lança, abrindo nele uma Chaga profunda; e Tu, meu Amor, derramas as últimas gotas de Sangue e Água, que existem no Teu ardente Coração. Ah, quantas coisas me diz esta Chaga aberta pelo Amor! E se a tua boca está muda, fala-me o Teu Coração e sinto que me diz: “Meu filho, depois de ter dado tudo, quis ser trespassado por esta lança, a fim de abrir um refúgio para todas as almas neste Meu Coração. Este, aberto, gritará continuamente a todos: Vinde a Mim se quereis ser salvos! Neste Coração encontrareis a santidade e sereis santos, achareis alívio nas aflições, a força na fraqueza, a paz nas dúvidas e a companhia no abandono. Ó almas que me amais, se Me quereis amar verdadeiramente, vinde habitar sempre neste Coração; aqui encontrareis o verdadeiro Amor para Me amar e chamas abrasadoras para vos queimarem e vos consumarem todas pelo Amor. Tudo está centrado neste Coração: aqui estão contidos os Sacramentos, a Minha Igreja, a vida da Minha Igreja e a vida de todas as almas. Neste, sinto também as profanações que se fazem contra a Minha Igreja, as maquinações dos inimigos, as setas que lhe lançam, os Meus filhos espezinhados, porque não há ofensa que este Meu Coração não sinta. Por isso, Meu filho, a tua vida seja neste Meu Coração; defende-Me, repara-Me e conduz-Me todos para ele. Meu Amor, se uma lança feriu o Teu Coração por mim, rogo-Te que também Tu com as Tuas mãos firas o meu coração, os meus afetos, os meus desejos e todo o meu ser; não exista nada em mim que não seja ferido pelo Teu Amor. Uno tudo às penas dilacerantes da nossa querida Mãe, a qual, pela dor, ao ver dilacerar o Teu Coração, desfalece de dor e amor e, como pomba, voa para ele, a ocupar o primeiro lugar, para ser a primeira Reparadora, a Rainha do Teu próprio Coração, a Medianeira entre Ti e as criaturas. Também eu quero voar com a minha Mãe para o Teu Coração, para escutar como Ela Te repara, e repetir as Suas reparações por todas as ofensas que Tu recebes. Ó meu Jesus, neste Teu Coração ferido, encontrarei a Vida; assim, quando estiver para fazer qualquer coisa, beberei sempre dele. Nunca mais darei vida aos pensamentos, mas se quiserem viver, tomarei os Teus. O meu querer nunca mais terá vida, mas se quiser ter vida, tomarei a Tua Santíssima Vontade; o meu amor nunca mais terá vida, mas se quiser viver, tomarei o Teu Amor. Ó meu Jesus, toda a Tua Vida é minha, esta é a Tua Vontade, este é, também, o meu querer. Jesus é deposto da Cruz Meu Jesus morto, vejo que os Teus discípulos se apressam a depor-Te da Cruz; José de Arimateia e Nicodemos, que até então estiveram escondidos, agora, com coragem e sem nada temer, querem dar-Te sepultura honrosa e por isso pegam em martelos e turqueses para realizarem o ato sagrado e triste de Te despregarem da Cruz, enquanto a Tua dolorosa Mãe estende os Seus braços maternais para Te receber no colo. Meu Jesus, enquanto Te despregam, quero também eu ajudar os Teus discípulos a suster o Teu Santíssimo Corpo e, com os pregos que Te tiram, prega-me totalmente a Ti e, com a Tua Santa Mãe, quero adorar-Te e beijar-Te e depois fechar-me no Teu Coração para nunca mais sair dele. Reflexões práticas Depois da Sua Morte, Jesus, por nosso amor, quis ser ferido por uma lança; e nós, deixamo-nos ferir totalmente pelo Amor de Jesus? Ou então deixamos-nos ferir pelo amor das criaturas, pelos prazeres e pelo apego a nós mesmos? Também a frieza, a escuridão e as mortificações interiores e exteriores são chagas que o Senhor faz na alma; se não as recebemos das mãos de Deus, ferimo-nos a nós próprios e as nossas chagas aumentam as paixões, as fraquezas, o amor-próprio e, numa palavra, todo o mal. Ao contrário, se as recebemos como chagas provocadas por Jesus, nestas chagas, Ele colocará o Seu Amor, as Suas Virtudes e a Sua Semelhança, que nos farão merecer os Seus beijos, as Suas carícias e todos os estratagemas do Amor divino. Estas chagas serão
DAS 2 ÀS 3 DA TARDE.TERCEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. QUINTA, SEXTA E SÉTIMA PALAVRA DE JESUS. A MORTE DE JESUS.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 2 ÀS 3 DA TARDE: TERCEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. QUINTA, SEXTA E SÉTIMA PALAVRA DE JESUS. A MORTE DE JESUS. Oração antes de cada hora Quinta palavra de Jesus na Cruz Ó meu Crucificado moribundo, abraçado à Cruz sinto o fogo que queima toda a Tua Santíssima Pessoa; o Teu Coração bate com tanta força que, ao ergueres os ombros, Te atormenta de modo tão angustiante e horrível, ao ponto de fazer com que toda a Tua Santíssima Humanidade passe por uma transformação que Te torna irreconhecível. O Amor, do qual está inflamado o Teu Coração, seca-Te e queima-Te totalmente; e Tu, não conseguindo contê-lo, sentes um tormento terrível, não tanto pela sede corporal, devido ao derramamento de todo o Teu Sangue, mas muito mais pela ardente sede da salvação das nossas almas. Tu, como água, desejarias beber-nos para nos colocares todos a salvo dentro de Ti e, por isso, reunindo todas as Tuas forças, bradas: “Tenho sede”. Ah, estas palavras repete-las a todos os corações: “Tenho sede da tua vontade, dos teus afetos, dos teus desejos e do teu amor; não Me podes dar água mais fresca e doce que a tua alma. Por favor, não Me deixes abrasar. Tenho sede ardente, e por isso não só sinto que a língua e a garganta Me ardem, a tal ponto que não consigo articular sequer uma palavra, mas sinto que também se Me seca o Coração e as minhas entranhas. Tem piedade da Minha sede, piedade!” E, como que delirando pela grande sede, abandonas-Te à Vontade do Pai. Ah, o meu coração não pode viver mais, ao ver a impiedade dos Teus inimigos que, em vez de água, Te dão fel e vinagre, e Tu não os rejeitas! Ah, compreendo, é o fel de tantas culpas, é o vinagre das nossas paixões não domadas que querem dar-Te e, que em vez de Te aliviarem Te abrasam ainda mais. Ó meu Jesus, eis o meu coração, os meus pensamentos e os meus afetos, eis todo o meu ser, a fim de que sacie a Tua sede e dê um pouco de alívio à Tua boca seca e amarga. Tudo o que possuo, tudo o que sou, tudo é para Ti, ó meu Jesus. Se fossem necessárias as minhas penas para poder salvar ao menos uma só alma, eis-me aqui, estou pronto a sofrer tudo: ofereço-me inteiramente a Ti, faz de mim o que a Ti mais Te agradar. Quero reparar a dor que Tu sofres por todas as almas que se perdem, e a pena que Te causam aquelas almas que, enquanto Tu permites as tristezas e os abandonos, em vez de tos oferecerem para aliviar a sede ardente que Te devora, abandonam-se a si mesmas e fazendo-Te, assim, sofrer ainda mais. Sexta palavra de Jesus na Cruz Meu Bem agonizante, o mar interminável das Tuas penas, o fogo que Te consome e para lá de tudo o Querer Supremo do Pai, que quer que Tu morras, não nos dão esperança de que possas continuar a viver. E eu como poderei viver sem Ti? As forças abandonam-Te, os olhos apagam-se, o rosto transforma-se e reveste-se de uma palidez mortal, a boca está entreaberta, a respiração é ofegante e interrompida, a tal ponto que já não há esperança que Te possa reanimar. Ao fogo que Te queima, segue-se um calafrio e um suor frio que banha a Tua fronte. Os músculos e os nervos contraem-se cada vez mais devido à atrocidade das dores e pelos pregos que Te trespassam; as Chagas alargam-se ainda mais e eu tremo, sinto-me morrer. Olho para ti, ó meu Bem, e vejo que dos Teus olhos descem as últimas lágrimas, anunciadoras de que a morte está próxima, enquanto com dificuldade ainda dizes: “Tudo está consumado! Ó meu Jesus, já esgotaste tudo e nada mais Te resta; o Amor chegou ao seu termo. E eu, deixei-me consumir totalmente pelo Teu Amor? Como poderei agradecer-Te, como poderei manifestar-Te a minha gratidão? Ó meu Jesus, desejo reparar por todos, reparar a falta de correspondência ao Teu Amor e consolar-Te pelas afrontas que recebes das criaturas, enquanto Te estás consumindo de amor na Cruz. Sétima palavra de Jesus na Cruz Jesus, meu Crucificado moribundo, estás prestes a dar os últimos suspiros da tua Vida mortal; a tua Santíssima Humanidade já está gélida; parece que o Coração já não bate. Juntamente com Madalena, abraço os Teus pés e, se fosse possível, quereria dar a minha vida para animar a Tua. Entretanto, ó Jesus, vejo que reabres os Teus olhos moribundos e olhas em redor da Cruz, como se quisesses dar o derradeiro adeus a todos. Olhas para a Tua Mãe que está estática e silenciosa devido às muitas penas que sente, e dizes: “Adeus, Mãe, Eu parto, mas ter-Te-ei no Meu Coração; Tu cuida dos Meus e dos Teus filhos”. Olhas para a Madalena chorosa, para o fiel João e para os Teus próprios inimigos, e com os Teus olhares dizes-lhe: “Eu perdoo-vos e dou-vos o beijo da paz”. Nada escapa ao Teu olhar, despedes-Te de todos e perdoas a todos; depois, reúnes todas as Tuas forças e, com voz forte e sonora, gritas: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito!” E, inclinando a cabeça, expiras. Meu Jesus, a este grito toda a natureza se agita e chora a Tua Morte, a morte do seu Criador! A terra treme com força e, ao tremer, parece que chora e quer despertar as almas para Te reconhecerem como verdadeiro Deus. O véu do Templo rasga-se, os mortos ressuscitam, o sol, que até então chorava as Tuas penas, retirou com terror a sua própria luz. A este grito, os Teus inimigos ajoelham-se, batem no peito e dizem: “Verdadeiramente Ele é o Filho de Deus; e a Tua Mãe, estática e agonizante, sofre penas mais dolorosas que a morte. Meu Jesus morto, com este brado, Tu também nos entregas a todos nas mãos do Pai, a fim de que não nos rejeite; por
DA 1 ÀS 2 DA TARDE. SEGUNDA HORA DE AGONIA NA CRUZ. SEGUNDA, TERCEIRA E QUARTA PALAVRA DE JESUS.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DA 1 ÀS 2 DA TARDE: SEGUNDA HORA DE AGONIA NA CRUZ. SEGUNDA, TERCEIRA E QUARTA PALAVRA DE JESUS. Oração antes de cada hora Segunda palavra de Jesus na Cruz Meu Amor trespassado, enquanto rezo conTigo, a força arrebatadora do Teu Amor e das Tuas penas mantém fixo o meu olhar em Ti; mas, parte-se-me o coração, ao ver-Te sofrer tanto. Tu sofres de amor e de dor, e as chamas que queimam o Teu Coração elevam-se tão alto que estão em ato de Te reduzirem a cinzas; o amor, que ele contém, é mais forte do que a própria morte e Tu, querendo desabafar, olhando o ladrão, à tua direita, subtrai-lo ao Inferno: com a Tua Graça, tocas o seu coração e aquele ladrão muda completamente, reconhecendo-Te, confessando-Te como Deus e, profundamente contrito, diz: “Senhor, recorda-Te de mim quando estiveres no Teu Reino”. E Tu não hesitas em responder-lhe: “Hoje estarás coMigo no Paraíso”; e fazes dele o primeiro triunfo do Teu Amor. Mas, vejo que no Teu Amor não roubas o coração só ao bom ladrão, mas também a muitos moribundos! Ah, Tu colocas à sua disposição o Teu Sangue, o Teu Amor e os Teus Méritos, e usas todos os artifícios e estratagemas Divinos para tocares os seus corações e roubá-los para Ti. Mas, também nisto o Teu Amor é contrastado! Quantas repulsas, quantas desconfianças e quantos desesperos! E a dor é tanta que de novo ficas em silêncio! Ó meu Jesus, quero reparar por aqueles que não confiam na tua Misericórdia Divina e desesperam no momento da morte. Meu doce Amor, inspira confiança e certeza iluminada em Ti, especialmente àqueles que se encontram entre as angústias da agonia; e, em virtude desta Tua palavra, concede-lhes luz, força e auxílio para poderem morrer santamente e voar desta Terra para o Céu. Ó Jesus, encerra todas as almas no Teu Santíssimo Corpo, no Teu Sangue e nas Tuas Chagas. Portanto, pelos méritos deste teu preciosíssimo Sangue, não permitas que nem sequer uma só alma se perca! Ainda agora, o Teu Sangue brade juntamente com a Tua voz, a todas: “Hoje estareis comigo no Paraíso!” Terceira palavra de Jesus na Cruz Meu Jesus crucificado e dilacerado, as Tuas penas aumentam sempre cada vez mais: ah, nesta Cruz, Tu és o verdadeiro Rei das dores; no meio de tantas penas, nenhuma alma Te passa despercebida; pelo contrário, dás a cada uma delas a Tua própria Vida. Mas, o Teu Amor é contrariado, desprezado, descuidado pelas criaturas e, não o podendo dar, torna-se mais intenso, provoca-Te torturas indizíveis; nestas torturas, vai indagando que mais poderá dar ao homem para o vencer e faz-Te dizer: “Vê, ó alma, quanto te amei, se não queres ter piedade de ti mesma, ao menos, tem piedade do Meu Amor!”. Entretanto, vendo que não tens mais nada para lhe dar, uma vez que já lhe deste tudo, diriges o Teu olhar apagado à Tua Mãe; também Ela está mais do que moribunda por causa das Tuas dores, e o Amor que a tortura é tanto que a crucifica como a Ti. Como Mãe e Filho compreendeis-Vos muito bem e Tu suspiras com satisfação e confortas-Te ao ver que podes dar a Tua Mãe à criatura e, vendo em João toda a Humanidade, com voz muito terna, ao ponto de enternecer todos os corações, dizes: “Mulher, eis o Teu filho”; e a João: “Eis a tua Mãe”. A Tua voz penetra no Seu Coração materno e, unida às vozes do Teu Sangue, continua a dizer: “Minha Mãe, confio-Te todos os Meus filhos, todo o amor que sentes por Mim, sente-o também por eles; todos os Teus cuidados e ternuras maternas sejam para os Meus filhos; Tu salvá-los-ás a todos”. A Tua Mãe aceita. Entretanto, as dores são tão fortes que Te fazem silenciar de novo. Ó meu Jesus, desejo reparar as ofensas que se fazem à Santíssima Virgem, as blasfémias e as ingratidões de tantos que não querem reconhecer os benefícios que Tu deste a todos, dando-no-LA como Mãe. Como poderemos agradecer-Te tantos benefícios? Ó Jesus, recorremos à Tua própria fonte e oferecemos-Te o Teu Sangue, as Tuas Chagas, o Amor infinito do Teu Coração! Ó Virgem Santíssima, o que é que Tu sentes ao ouvir a voz do bom Jesus que Te deixa a todos nós como Mãe? Ó Virgem bendita, agradecemos-Te e, para Te agradecer como mereces, oferecemos-Te os próprios agradecimentos do Teu Jesus. Ó terna Mãe, sê Tu a nossa Mãe, toma cuidado de nós e nunca permitas que Te ofendamos, ainda que minimamente. Conserva-nos sempre unidos a Jesus, com as Tuas mãos ata-nos todos, todos a Ele, de maneira que nunca mais possamos apartar-nos d’Ele. Com as Tuas próprias intenções, quero reparar por todos as ofensas que se fazem ao Teu Jesus e a Ti, Minha terna Mãe! Ó meu Jesus, enquanto estás mergulhado em tantas penas, Tu oras ainda mais pela causa da salvação das almas; perante isto, não ficarei indiferente, mas como pomba quero levantar voo sobre as Tuas Chagas, beijá-las, mitigá-las e mergulhar no Teu Sangue, para poder dizer conTigo: “Almas, almas! Quero sustentar a Tua cabeça trespassada e dolorida para Te reparar e Te pedir misericórdia, amor e perdão para todos. Ó meu Jesus, reina na minha mente e cura-a em virtude dos espinhos que trespassaram a Tua cabeça; e não permitas que qualquer perturbação entre em mim. Fronte majestosa do meu Jesus, beijo-Te, atrai todos os meus pensamentos para Te contemplar e Te compreender. Olhos dulcíssimos do meu Bem, ainda que cobertos de Sangue, olhai-me; olhai a minha miséria, a minha debilidade, o meu pobre coração e fazei com que eu possa experimentar os efeitos admiráveis do Vosso olhar divino. Ouvidos do meu Jesus, apesar de ensurdecidos pelos insultos e pelas blasfémias dos ímpios, estais à nossa escuta; escutai as minhas orações e não desprezeis as minhas reparações. Sim, escuta, ó Jesus, o grito do meu coração; então, ele sossegará, quando o tiveres enchido com o Teu Amor. Rosto belíssimo do
DO MEIO-DIA À 1 HORA DA TARDE. PRIMEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. A PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DO MEIO-DIA À 1 HORA DA TARDE: PRIMEIRA HORA DE AGONIA NA CRUZ. A PRIMEIRA PALAVRA DE JESUS. Oração antes de cada hora Oração de agradecimento depois de cada Hora Meu Bem crucificado, vejo-Te na Cruz como no Teu Trono de triunfo, em ato de conquistar tudo e todos os corações, atraindo-os tanto a Ti, que todos sentem o Teu poder sobre-humano. A natureza, horrorizada com tanta perversidade, prostra-se diante de Ti e, em silêncio, espera uma palavra Tua, para Te honrar e fazer com que o Teu domínio seja reconhecido; o sol, a chorar, retira a sua luz, porque não Te consegue ver num estado tão doloroso. O Inferno sente terror e, silencioso, aguarda. Deste modo, tudo está em silêncio. A Tua Mãe trespassada e todos os que Te sãos fiéis estão em silêncio e petrificados com a visão tão dolorosa da Tua Humanidade dilacerada e desolada e, em silêncio, esperam que digas alguma coisa! A Tua própria Humanidade, que jaz num mar de sofrimentos e de dores atrozes da agonia, está silenciosa, tanto que se teme que, de um respiro ao outro, Tu morras! Que mais? Os próprios pérfidos judeus, os próprios algozes sem piedade, que até há bem pouco Te ultrajavam, Te escarneciam, Te chamavam impostor e malfeitor, os próprios ladrões que Te amaldiçoavam, todos se calam, emudecem, e o remorso invade-os e, se se esforçam para Te lançar algum insulto, este morre nos seus lábios. Mas, penetrando no Teu interior, vejo que o amor regurgita, Te sufoca e não podes contê-lo; e constrangido pelo Teu Amor, que Te atormenta mais do que as próprias penas, com voz forte e comovedora, como Deus que És, elevas os olhos moribundos ao Céu e exclamas: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!” E, de novo, ficas em silêncio, imerso em dores inauditas. Jesus Crucificado, como é possível tanto amor? Ah, depois de tantas penas e insultos, a primeira palavra é o perdão, e desculpas-nos diante do Pai por tantos pecados! Ah, esta palavra fá-la chegar a cada coração, depois da culpa, e és Tu o primeiro a oferecer o perdão. Mas, quantos a rejeitam e não a aceitam; então, o Teu Amor delira porque Tu, desejas ardentemente, conceder a todos o perdão e o beijo da paz! O Inferno, ao ouvir esta Tua palavra, treme e reconhece que és Deus; todos e até mesmo a própria natureza ficam admirados e reconhecem a Tua Divindade, o Teu Amor inextinguível e, silenciosos, esperam para ver até aonde este chega. E não é só a Tua voz, mas também o Teu Sangue, as Tuas Chagas, que bradam a cada coração, depois do pecado: “Vem aos Meus braços que te perdoo, e o selo do perdão é o preço do Meu Sangue”. Ó meu amável Jesus, repete, agora mesmo, estas palavras a todos os pecadores do mundo; implora Misericórdia para todos; aplica a todos os méritos infinitos do Teu preciosíssimo Sangue, por todos ó bom Jesus, continua a aplacar a Justiça Divina e concede a graça a quem, devendo perdoar, não tem força para o fazer. Meu Jesus, adorado e crucificado, nestas três Horas de agonia dolorosíssima Tu queres cumprir tudo e, enquanto em silêncio estás nesta Cruz, vejo que dentro de Ti queres satisfazer o Pai em tudo. Agradeces-Lhe, satisfazes, pedes perdão por todos e para todos suplicas a graça de nunca mais Te ofenderem; e para implorar isto do Pai, resumes toda a Tua Vida, desde o primeiro instante da Tua Concepção até ao último respiro. Meu Jesus, Amor interminável, deixa que eu recapitule toda a Tua Vida conTigo, com a Mãe inconsolável, com S. João e com as piedosas mulheres. Recapitulemos a Vida e as penas de Jesus Meu doce Jesus, agradeço-Te por tantos espinhos que trespassaram a Tua adorável Cabeça, pelas gotas de Sangue que derramaste dela, pelas pancadas que recebeste sobre ela e pelos cabelos que Te arrancaram. Agradeço-Te por todo o bem que fizeste e pediste para todos, pelas luzes e pelas boas inspirações que nos concedeste e por todas as vezes que perdoaste todos os nossos pecados de pensamento, de soberba, de orgulho e de amor-próprio. Ó meu Jesus, peço-Te perdão, em nome de todos, por todas as vezes que Te coroamos de espinhos, por todas as gotas de Sangue que Te fizemos derramar da Tua Sacratíssima Cabeça, por todas as vezes que não correspondemos às Tuas inspirações; ó bom Jesus, por todas estas dores que padeceste, peço-Te, que nos alcances a graça de nunca mais cometer pecados de pensamento. Quero ainda oferecer-Te tudo aquilo que sofreste na Tua Santíssima Cabeça, para Te dar toda a glória que as criaturas Te teriam dado, se tivessem feito bom uso da sua inteligência. Ó meu Jesus, adoro os Teus Santíssimos Olhos e agradeço-Te todas as lágrimas e todo o sangue que derramaste, por causa das pontadas cruéis dos espinhos, pelos insultos, pelos escárnios e pelos vilipêndios suportados durante toda a Tua Paixão. Peço-Te perdão por todos aqueles que se servem da vista para Te ofender e Te ultrajar, pedindo-Te, pelas dores padecidas nos Teus Sacratíssimos Olhos, que nos concedas a graça de que ninguém mais Te ofenda com olhares perversos. Quero, ainda, oferecer-Te tudo aquilo que Tu mesmo sofreste nos teus Santíssimos Olhos, para Te dar toda a glória que as criaturas Te teriam dado, se os seus olhares estivessem fixos somente no Céu, na Divindade e em Ti, ó meu Jesus. Adoro os Teus Santíssimos Ouvidos; agradeço-Te tudo quanto sofrestes enquanto os algozes, no Calvário, Te ensurdeciam com gritos e escárnios. Peço-Te perdão, em nome de todos, por todas as conversas maldosas que se ouvem e suplico-Te que se abram os ouvidos de todos os homens às verdades eternas, às vozes da Graça e que ninguém mais Te ofenda com o sentido do ouvido. Quero, ainda, oferecer-Te tudo aquilo que Tu mesmo sofreste nos Teus Santíssimos Ouvidos, para Te dar toda a glória que as criaturas Te teriam dado, se
DAS 11 AO MEIO-DIA. JESUS É CRUCIFICADO.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 11 AO MEIO-DIA: JESUS É CRUCIFICADO. Oração antes de cada hora Oração de agradecimento depois de cada Hora Primeira parte: A crucificação. Jesus, meu Amor, já te deixaram despojado das Tuas vestes e o Teu Santíssimo Corpo está tão lacerado que me faz lembrar um cordeiro esquartejado; vejo que tremes todo e o meu coração aperta-se-me pela dor ao ver que, de todas as partes do Teu Santíssimo Corpo brota sangue! Os Teus inimigos estão cansados, mas não estão saciados de Te afligir e, ao despojarem-Te, arrancam a coroa de espinhos da Tua cabeça, com dor indizível, e, depois, colocam de novo, causando-Te dores inauditas, acrescentando, às primeiras, outras chagas mais dolorosas. Ah, meu Jesus, nesta terceira coroação, Tu reparas a perversidade do homem e a sua obstinação no pecado! Meu Jesus, se o amor não quisesse fazer-Te sofrer dores, ainda maiores do que estas, sem dúvida terias morrido pela acerbidade da dor que padeceste nesta terceira coroação de espinhos; no entanto, vejo que não consegues aguentar a dor e, com os olhos cobertos de Sangue, olhas para ver se, ao menos, alguém se aproxima de Ti para Te socorrer, no meio de tantos padecimentos e tanta confusão. Meu doce Bem, minha dileta Vida, aqui não estás sozinho como na noite passada; está aqui a Tua Mãe dolorosa que, com o coração trespassado pela dor intensa, morre tantas vezes por quantas dores Tu sofres! Também, está aqui a amada Madalena e o fiel João que, à vista das Tuas penas, ficam mudos de dor. Diz-me, meu Amor, quem é que Tu queres que Te socorra no meio de tanta dor? Permite-me que seja eu, porque sinto que tenho mais necessidade, do que todos eles, de estar perto de Ti, nestes momentos; a querida Mãe e os outros cedem-me o lugar e eis que, ó Jesus, me aproximo de Ti, Te abraço, Te peço que apoies a Tua cabeça no meu ombro e me faças sentir as pontadas dos Teus espinhos, para reparar todas as ofensas de pensamento que as criaturas cometem. Meu Amor, abraça-Te a mim; quero beijar uma a uma as gotas de Sangue que escorrem pelo Teu Santíssimo Rosto e peço-Te que cada uma destas gotas seja luz para a mente de cada criatura, a fim de que nenhuma delas Te ofenda com pensamentos perversos. Entretanto, meu Jesus, Tu olhas para a Cruz que os Teus inimigos Te estão preparando; sentes as marteladas com que os Teus algozes fazem os furos onde pregarão os cravos que Te crucificarão, e o Teu Coração bate com muita força, estremece de enlevo Divino, aspirando estenderes-Te naquele leito de dor, para selar, com a Tua Morte, a salvação das nossas almas. Sinto-Te dizer: “Ó Cruz, recebe-Me depressa nos teus braços. Eu estou impaciente à tua espera! Cruz Santa, sobre Ti cumprirei tudo: depressa, ó Cruz, cumpre o desejo ardente, que Me consome, de dar a Vida às almas; não adies mais, porque espero ansiosamente poder estender-Me sobre ti para abrir o Céu a todos os Meus filhos”. Oh, ó Cruz, é verdade que tu és o Meu martírio, mas, em breve, tu serás, também, a Minha vitória e o Meu triunfo mais completo; e, por meio de ti, darei copiosa herança, vitórias, triunfos e coroas aos Meus filhos”. E eis que, enquanto Jesus fala assim, os Seus inimigos ordenam-Lhe que Se estenda sobre ela, e Jesus obedece-lhes prontamente, para reparar as nossas desobediências. Meu Amor, antes de Te estenderes na Cruz, permite-me que Te estreite ao meu coração, com mais força, e que beije as Tuas amorosas Chagas a sangrar. Escuta, ó Jesus, não quero deixar-Te, quero ir, conTigo, estender-me sobre a Cruz e permanecer pregado conTigo nela. O verdadeiro amor não suporta a separação e Tu perdoarás a ousadia do meu amor, mas concede-me de permanecer crucificado conTigo. Vês, meu terno Amor, não sou só eu que Te peço isto, mas também a Mãe dolorosa, a inseparável Madalena e o predileto João; todos Te dizemos que será mais fácil permanecer pregado conTigo na Cruz, do que ver-Te só a Ti crucificado! Por isso, ofereço-me, juntamente, conTigo ao Eterno Pai, unido com a Tua Vontade, com o Teu Coração, com as Tuas reparações e todas as Tuas penas. Ah, parece que o meu amado Jesus me diz: “Meu filho, antecipaste o Meu Amor, a Minha Vontade é que todos aqueles que Me amam sejam crucificados coMigo. Ah, sim, vem também tu a estender-te coMigo na Cruz, dar-te-ei vida com a minha Vida e ter-te-ei como o predileto do meu Coração”. E eis que, meu doce Bem, Te estendes sobre a Cruz e olhas com tanto amor e tanta doçura para os Teus algozes, os quais já têm os cravos e os martelos prontos nas suas mãos para Te pregar, dirigindo-lhes um amigável convite a solicitar a crucificação; de fato, com furor desumano, pegam na Tua mão direita, fixam o prego na sua palma e, com golpes de martelo, fazem-no sair da outra parte oposta da Cruz. Ó meu Jesus, a dor que sentes é tal, que tremes; a luz dos Teus belos olhos eclipsa-se e o Teu Santíssimo Rosto empalidece como se estivesse morto. Ó Mão direita, abençoada, do meu Jesus, beijo-te compadeço-me de ti, adoro-te e agradeço-te por mim e por todos: por quantos golpes recebes, tantas almas peço que libertes da condenação eterna neste momento; por quantas gotas de Sangue derramas, tantas almas te peço que purifiques neste teu preciosíssimo Sangue. Ó meu Jesus, pela dor atroz que sentes, peço que abras o Céu a todos e abençoes todas as criaturas; possa a Tua bênção chamar à conversão todos os pecadores e à luz da Fé todos os heréticos e infiéis. Ó Jesus, minha doce Vida, o teu tormento ainda está no início e depois de terem pregado a Tua mão direita, os Teus algozes, com crueldade inaudita, tomam a Tua Mão esquerda e esticam-na com grande violência, para a fazer chegar
DAS 10 ÀS 11 DA MANHÃ. JESUS TOMA A CRUZ E DIRIGE-SE PARA O CALVÁRIO, ONDE É DESPOJADO.

Seu navegador não suporta o elemento de áudio. DAS 10 ÀS 11 DA MANHÃ: JESUS TOMA A CRUZ E DIRIGE-SE PARA O CALVÁRIO, ONDE É DESPOJADO. Oração antes de cada hora Oração de agradecimento depois de cada Hora Meu Jesus, Amor insaciável, vejo que não tens paz, sinto a Tua ânsia de amor, as Tuas dores; o Teu Coração bate-Te com força e a cada palpitação ouço estalidos, torturas e violências de amor; e Tu, não podendo conter o fogo que Te devora, angustias-Te, gemes, suspiras e, a cada gemido, ouço-Te dizer: “Cruz!” Cada gota do Teu Sangue repete: “Cruz!” Todas as Tuas penas, nas quais Tu nadas, como num mar interminável, repetem, entre si: “Cruz!” E Tu exclamas: “Ó Cruz dileta e suspirada, só Tu salvarás os Meus filhos, e Eu concentro em ti todo o Meu Amor!” Segunda coroação de espinhos Entretanto, os Teus inimigos levam-Te de novo para dentro do Pretório, tiram-Te a púrpura e querem vestir-Te de novo com as Tuas vestes. Mas, ah, quanta dor! Ser-me-ia mais fácil morrer que ver-Te sofrer tanto! A veste prende-se na coroa e não ta podem tirar; por isso, com crueldade nunca vista, tiram-Te a veste e a coroa ao mesmo tempo. Com o puxão cruel, muitos espinhos se partem e ficam enterrados na Tua Santíssima Cabeça; o Sangue brota como um rio e a Tua dor é tanta, que Tu gemes; mas, os Teus inimigos, não se importando com as Tuas dores, vestem-Te a veste e voltam a colocar-Te a coroa e, calcando-a com força sobre a Tua cabeça, os espinhos enterram-se até aos olhos e até aos ouvidos: deste modo, não há nenhuma parte da Tua Santíssima Cabeça que não sinta as pontadas destes. A Tua dor é tanta que vacilas sob aquelas mãos cruéis, tremes da cabeça aos pés, entre dores atrozes e estás prestes a morrer e, com os Teus olhos apagados e repletos de sangue, olhas-me, com dificuldade, para me pedires ajuda, no meio de tanta dor! Meu Jesus, Rei das dores, deixa que Te sustenha e Te estreite ao meu coração. Gostaria de poder pegar no fogo que Te devora, para reduzir a cinzas os Teus inimigos e salvar-Te, mas Tu não queres porque as ânsias da Cruz se tornam mais ardentes e desejas ser imolado sobre Ela, o mais depressa possível, também pelos Teus próprios inimigos! Mas, enquanto Te estreito ao meu coração Tu, estreitando-me ao Teu, dizes-me: “Minha filha, faz-me desabafar o Meu Amor e juntamente coMigo repara por aqueles que fazem o bem e me desonram. Estes judeus cobrem-Me com as Minhas vestes para Me desacreditarem, ainda mais, perante o povo, para convencê-lo de que Eu sou um malfeitor. Aparentemente, a ação de me vestirem era boa, mas em si mesma era perversa. Ah, quantos fazem boas obras, administram Sacramentos, recebem-nos com fins humanas e até mesmo perversos; mas o bem, realizado com maldade, leva à dureza; e Eu quero ser coroado pela segunda vez, com dores ainda mais atrozes, que da primeira vez, para despedaçar esta dureza e assim, com os Meus espinhos, atraí-los a Mim. Ah, Minha filha, para Mim, esta segunda coroação é muito mais dolorosa; sinto a Minha cabeça flutuar dentro dos espinhos e, a cada movimento que faço ou empurrão que me dão, sofro uma morte. Assim, reparo a malícia das ofensas, reparo por aqueles que, em qualquer estado de ânimo que se encontrem, em vez de pensar na sua própria santificação, se dissipam, rejeitam a Minha Graça voltando a dar-Me espinhos pungentes; entretanto, sou obrigado a gemer, a chorar, com lágrimas de sangue, e a suspirar a sua salvação. Ah, faço de tudo para amá-las e as criaturas fazem de tudo para Me ofender! Pelo menos, tu não Me deixes sozinho nas Minhas penas e nas Minhas reparações”. Jesus abraça a Cruz Meu martirizado Bem, juntamente conTigo reparo e sofro; mas, vejo que os Teus inimigos Te precipitam pelas escadas abaixo, enquanto o povo Te espera com furor e ansiedade; já tem pronta a Cruz que, com tantos suspiros, Tu procuras e, com amor, a fixas enquanto, com passo firme, Te aproximas dela para abraçá-la; mas, antes beija-a e um arrepio de alegria percorre a Tua Santíssima Humanidade, com grande júbilo voltas a olhá-la, medindo o seu comprimento e a sua largura. Nela estabeleces a medida para todas as criaturas; o dote necessário para as unires à Divindade com um laço esponsal e torná-las herdeiras do Reino dos Céus; em seguida, não conseguindo conter o amor com que as amas, voltas a beijar a Cruz e dizes-lhe: “ Cruz adorada, finalmente te abraço; eras tu o suspiro do Meu Coração, o martírio do Meu Amor; mas tu, ó Cruz, tardaste até agora, enquanto os Meus passos se dirigiam sempre para ti. Cruz Santa, tu eras a meta das Minhas aspirações, a finalidade da Minha existência aqui na terra; em ti concentro todo o Meu ser, em ti ponho todos os Meus filhos e tu serás a sua vida, a sua luz, a defesa, a guarda e a força; tu ajudá-los-ás em tudo e, gloriosos, conduzi-los-ás ao Céu. Ó Cruz, Cátedra de sabedoria só tu ensinarás a verdadeira santidade, só tu formarás os heróis, os atletas, os mártires e os santos. Cruz bela, tu és o meu Trono e, como devo partir da terra, tu ficarás na Minha vez; dou-te em dote todas as almas; guarda-as, salva-as, confio-as a ti!” Assim dizendo, ansioso, fazes com que ta coloquem sobre os Teus Santíssimos ombros. Ah, meu Jesus, para o Teu Amor, a Cruz é muito leve, mas ao peso da Cruz une-se o das nossas culpas enormes e imensas como a extensão dos céus; e Tu, meu Bem aflito, sentes-Te esmagado debaixo do peso de tantas culpas; a Tua alma horroriza-se à vista delas e sente a pena de cada culpa; a Tua Santidade fica chocada diante de tanta baixeza e por isso, tomando a Cruz aos ombros, vacilas, afliges-Te e da Tua Santíssima Humanidade brota um suor mortal. Meu Amor, não


